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Fernando Haddad sugere revisão do ensino médio na América Latina

10/06/2010 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=71392
O ministro participou do seminário internacional "A Educação no Contexto da Integração Latino-Americana e o Papel do Ensino Médio", em Buenos Aires<BR><BR>
<P>Repensar o ensino médio foi a linha do discurso do ministro da Educação, Fernando Haddad, no encerramento do seminário internacional "A Educação no Contexto da Integração Latino-Americana e o Papel do Ensino Médio", nesta terça-feira, 8, em Buenos Aires.</P>
<P>"Precisamos repensar o ensino médio, que não seja tão uniforme quanto o ensino obrigatório, nem tão exclusivo quanto o superior" disse o ministro. "Temos que adaptar a escola ao jovem, não o jovem à escola."</P>
<P>O seminário foi promovido pelo Mercosul Educacional e realizado no Ministério da Educação da Argentina, em Buenos Aires. Durante dois dias, foram discutidos temas relacionados à integração educacional dos países da América Latina, com ênfase no ensino médio. Na segunda-feira, 7, foi abordado o tema Obrigatoriedade e Inclusão.</P>
<P>Em seu pronunciamento, Haddad salientou que o ensino médio sempre foi visto como um rito de passagem da educação básica para o ensino superior e para as classes altas da população. "Estamos em processo de recuperação do tempo perdido em educação que tanto aflige nossos países, somando esforços para sanar a dívida educacional com nossos povos", disse.</P>
<P>Para o ministro, é hora de pensar em novas soluções para garantir o interesse e a permanência dos jovens no ensino médio. "Uma maior abertura implica inovar, sair do propedêutico e pensar novos itinerários formativos, ampliar as necessidades de formação para o plano do esporte, da cultura", afirmou.</P>
<P>Hoje, na opinião de Haddad, o jovem pede mais que a escola do século 20 foi capaz de oferecer. "Não há país da América Latina que não esteja preocupado com a problemática da juventude, e nossos países têm se debruçado sobre problemáticas comuns", completou.</P>
<P>Desafios</P>
<P>As apresentações de representantes da Argentina, do Uruguai e do Brasil mostraram que há muito em comum nos desafios impostos e nas cobranças feitas a cada um dos países da região.</P>
<P>De acordo com a publicação "Informe sobre Tendências Sociais e Educativas na América Latina (2008)", do Instituto Internacional de Planejamento da Educação de Buenos Aires e da Organização dos Estados Iberoamericanos para Educação, Ciência e a Cultura (OEI), um em cada dez adolescentes latino-americanos não estuda, não trabalha nem busca trabalho e 6% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão atrasados pelo menos quatro anos em relação à série correspondente à idade.</P>
<P>Nos países da América Central, a proporção de adolescentes atrasados quatro anos ou mais é quatro vezes maior em relação aos países do Cone Sul, onde tal situação não chega a 3% dos estudantes, oriundos, quase na totalidade, de famílias de baixa renda. Essa situação tende a piorar em relação a alunos do sexo masculino e moradores de áreas rurais.</P>
<P>"Temos hoje um clima social favorável a cobrar o direito pela educação e a garantia à educação inclusiva, para todos", afirmou Pablo Urquiza, diretor de políticas socioeducativas do Ministério da Educação da Argentina. "Educação e conhecimento são bens públicos e direitos sociais, que devem ser garantidos pelo Estado", diz Stella Maldonado, secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores da Educação da República Argentina (Ctera).</P>
<P><FONT size=1>(Assessoria de Comunicação do MEC)</FONT></P>
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