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Marina Silva enfatiza importância estratégica das universidades no contexto ambiental
29/03/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69894
Senadora participou de ciclo de debates promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)<BR><BR>
<P>A senadora Marina Silva (PV/AC), palestrante da 6ª edição do ciclo de debates "Cenários do Brasil para os próximos 20 anos e o papel da Educação Superior", promovido nesta quarta-feira (24/3) pela Andifes, defendeu a importância da atuação estratégica das universidades federais nas discussões e desenvolvimento de novas tecnologias para a questão ambiental.</P>
<P>Segundo a senadora, pensar os cenários para o Brasil nos próximos 20 anos é uma tarefa complexa, pois atualmente as transformações ocorrem de maneira muito rápida. Porém, ela ressaltou que alguns problemas são duradouros, como a crise ambiental, e a partir daí concentrou sua fala em defesa da causa pela qual milita há 30 anos, durante sua trajetória política.</P>
<P>Nascida e criada em um seringal no Acre, Marina Silva defende o princípio da precaução. De acordo com a senadora, a questão ambiental é algo irreversível, e por mais que alguns cientistas defendam que o aquecimento global não ocorre, ela defende a postura da precaução.</P>
<P>"Se no futuro cientistas comprovarem que não há problemas, pelo menos teremos melhorado a forma de produzir, consumir, criado novas tecnologias, novas práticas, protegido a biodiversidade, descoberto novas formas de energia. Não terá sido em vão só por esse aspecto", alertou.</P>
<P>A senadora afirmou que até 2020 a redução da emissão de CO2 deve chegar a 50%. Neste sentido, ela acredita que este deve ser o século da integração entre as questões social, econômica e ambiental, o que acarreta desafios e oportunidades inéditas. "Não dá mais para atingir o bem-estar atingido pelos Estados Unidos e pela Europa. Hoje, se formos desejar o mesmo padrão, precisaríamos de quatro planetas Terra. A emissão de um americano equivale à de 25 chineses".</P>
<P>Para a senadora, isso acarreta um problema ético, pois esse modelo de desenvolvimento não pode ser universalizado e também não pode ser visto eticamente, ou estaria sendo admitido que existem cidadãos de primeira e segunda classe.</P>
<P>Na avaliação de Marina, o exemplo da Revolução Verde, que usou o conhecimento e as tecnologias para criar novas práticas, deve ser retomado agora, diante dos novos desafios. Neste contexto, ela destacou a atuação das universidades como fundamental: "Existe um esforço que as universidades precisam fazer: arranjar meios para debelar as causas e os efeitos das mudanças climáticas", explicou, ressaltando que essa postura não implica em barrar o crescimento.</P>
<P>De acordo com a senadora é importante cada vez mais pensar a educação como alavanca para o desenvolvimento de uma nação, citando o exemplo da criação de novas tecnologias para geração de energia.</P>
<P>Sobre o papel das universidades, ela defendeu que o Brasil está no caminho errado quando fala em transferência de tecnologia, pois ele próprio deve produzir conhecimento, tecnologia e inovação. "Não se trata de compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento. Trata-se de integrar. Como fazer essa integração é uma pergunta para as universidades", provocou Marina.</P>
<P>O presidente da Andifes, Alan Barbiero, enfatizou que as universidades têm uma preocupação muito grande com o desenvolvimento nacional e a inserção do Brasil no mundo globalizado, não somente do ponto de vista econômico, mas também do social.</P>
<P>Barbiero enfatizou o momento de expansão pelo qual passam as universidades federais, praticamente duplicando a oferta de vagas, saindo de 600 mil matrículas para 1 milhão. "Queremos atuar nesse protagonismo, como instrumento estratégico. Temos muito claro que nosso papel não é apenas formar técnicos", disse o reitor.</P>
<P><FONT size=1>(Assessoria de Imprensa da Andifes)</FONT></P>
<P>A senadora Marina Silva (PV/AC), palestrante da 6ª edição do ciclo de debates "Cenários do Brasil para os próximos 20 anos e o papel da Educação Superior", promovido nesta quarta-feira (24/3) pela Andifes, defendeu a importância da atuação estratégica das universidades federais nas discussões e desenvolvimento de novas tecnologias para a questão ambiental.</P>
<P>Segundo a senadora, pensar os cenários para o Brasil nos próximos 20 anos é uma tarefa complexa, pois atualmente as transformações ocorrem de maneira muito rápida. Porém, ela ressaltou que alguns problemas são duradouros, como a crise ambiental, e a partir daí concentrou sua fala em defesa da causa pela qual milita há 30 anos, durante sua trajetória política.</P>
<P>Nascida e criada em um seringal no Acre, Marina Silva defende o princípio da precaução. De acordo com a senadora, a questão ambiental é algo irreversível, e por mais que alguns cientistas defendam que o aquecimento global não ocorre, ela defende a postura da precaução.</P>
<P>"Se no futuro cientistas comprovarem que não há problemas, pelo menos teremos melhorado a forma de produzir, consumir, criado novas tecnologias, novas práticas, protegido a biodiversidade, descoberto novas formas de energia. Não terá sido em vão só por esse aspecto", alertou.</P>
<P>A senadora afirmou que até 2020 a redução da emissão de CO2 deve chegar a 50%. Neste sentido, ela acredita que este deve ser o século da integração entre as questões social, econômica e ambiental, o que acarreta desafios e oportunidades inéditas. "Não dá mais para atingir o bem-estar atingido pelos Estados Unidos e pela Europa. Hoje, se formos desejar o mesmo padrão, precisaríamos de quatro planetas Terra. A emissão de um americano equivale à de 25 chineses".</P>
<P>Para a senadora, isso acarreta um problema ético, pois esse modelo de desenvolvimento não pode ser universalizado e também não pode ser visto eticamente, ou estaria sendo admitido que existem cidadãos de primeira e segunda classe.</P>
<P>Na avaliação de Marina, o exemplo da Revolução Verde, que usou o conhecimento e as tecnologias para criar novas práticas, deve ser retomado agora, diante dos novos desafios. Neste contexto, ela destacou a atuação das universidades como fundamental: "Existe um esforço que as universidades precisam fazer: arranjar meios para debelar as causas e os efeitos das mudanças climáticas", explicou, ressaltando que essa postura não implica em barrar o crescimento.</P>
<P>De acordo com a senadora é importante cada vez mais pensar a educação como alavanca para o desenvolvimento de uma nação, citando o exemplo da criação de novas tecnologias para geração de energia.</P>
<P>Sobre o papel das universidades, ela defendeu que o Brasil está no caminho errado quando fala em transferência de tecnologia, pois ele próprio deve produzir conhecimento, tecnologia e inovação. "Não se trata de compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento. Trata-se de integrar. Como fazer essa integração é uma pergunta para as universidades", provocou Marina.</P>
<P>O presidente da Andifes, Alan Barbiero, enfatizou que as universidades têm uma preocupação muito grande com o desenvolvimento nacional e a inserção do Brasil no mundo globalizado, não somente do ponto de vista econômico, mas também do social.</P>
<P>Barbiero enfatizou o momento de expansão pelo qual passam as universidades federais, praticamente duplicando a oferta de vagas, saindo de 600 mil matrículas para 1 milhão. "Queremos atuar nesse protagonismo, como instrumento estratégico. Temos muito claro que nosso papel não é apenas formar técnicos", disse o reitor.</P>
<P><FONT size=1>(Assessoria de Imprensa da Andifes)</FONT></P>