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USP decide premiar professor por desempenho

15/03/2010 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69602
Docentes que se destacarem na graduação podem ganhar bônus em dinheiro e viagens<BR><BR>
<P>A nova direção da USP (Universidade de São Paulo) vai criar um mecanismo para premiar os professores que se destacarem nos cursos de graduação. A instituição estuda dar aos escolhidos bônus em dinheiro ou viagens acadêmicas.</P>
<P>A proposta consta do programa a ser implementado pela pró-reitoria de graduação. "Ouço meus colegas reclamando que a graduação não é tão valorizada como a pesquisa. E é verdade", disse à Folha a nova pró-reitora, Telma Maria Tenório Zorn, que assumiu o posto na semana passada.</P>
<P>A situação -já destacada pelo novo reitor, João Grandino Rodas- é que os professores tendem a valorizar apenas as atividades de pesquisa, já que são financiadas por entidades de fomento como Fapesp, Capes e CNPq.</P>
<P>Assim, boa parte dos docentes dedica menos tempo ao ensino, o que deixa os alunos sem contato com os professores mais experientes. Os cerca de 5.600 professores da USP podem escolher como distribuir suas cargas de trabalho.</P>
<P>Zorn ainda estuda a forma de avaliar as atividades acadêmicas dos docentes. Hoje, há um sistema que colhe a opinião dos alunos sobre as aulas. Para a pró-reitora, a análise precisa ser bem mais ampla e pode incluir até o nível de sucesso dos alunos formados.</P>
<P>Divergências</P>
<P>O presidente da Adusp (sindicato dos docentes), João Zanetic, diz ser contrário à premiação. "Todos devem fazer bem suas atividades. Premiar um ou outro é descabido. Sou contra qualquer ação que quebre a isonomia [igualdade de condições entre os docentes]".</P>
<P>A pró-reitora afirma já esperar resistências. "Há quem ache que todos são iguais. Eu não acho. Você tem de dar oportunidades iguais a todos e premiar aqueles que se destacam."</P>
<P>Outra prioridade da pró-reitoria é reformar os prédios utilizados pelos cursos de graduação. "Vamos buscar várias formas de financiamento, nacionais e internacionais."</P>
<P>A pró-reitora diz também ser "uma questão de tempo" a USP aderir ao Enade (exame do Ministério da Educação que avalia os alunos universitários). Apenas a USP e a Unicamp não participam da prova.</P>
<P>Zorn, médica e professora titular do Instituto de Ciências Biomédicas, diz ser contrária às políticas de cotas raciais e favorável à manutenção do programa que dá pontos extras no vestibular da USP aos alunos de escolas públicas. Ela afirma ainda que o formato do vestibular deve ser mantido.</P>
<P><FONT size=1>(Fabio Takahashi e Ricardo Westin)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 12/3)</FONT></P>
<P>&nbsp;</P>
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