Voltar para Notícias

SBPC e ABC apóiam idéia do governo de investir recursos do petróleo na Educação

23/06/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56816
"Evidentemente, parte desses recursos tem que se voltar para a sociedade brasileira. É positivo esse reconhecimento. Mais auspicioso é que a educação – que precisa de uma revolução nesse país, especialmente a básica –, deve ter prioridade nesses investimentos", diz Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC <BR><BR>Luís Amorim escreve para o "JC e-mail":<BR><BR>Em reunião no dia 16 de junho, com 35 destacados intelectuais, o presidente Lula apresentou a proposta de criação de um fundo para financiar políticas de educação com o dinheiro que será arrecadado com os royalties pagos por empresas que explorarão os campos de petróleos localizados na camada do pré-sal.<BR><BR>Um dos presentes no encontro, Candido Mendes revelou aos jornalistas que a idéia do governo é utilizar parte dos 45% dos royalties a qual tem direito para aumentar de 290 mil para 500 mil o número de estudantes que ingressam em escolas públicas todo ano. "Foi discutida uma forma de transformar os enormes recursos que virão da Petrobras, que é uma potência econômica, em um maciço investimento em educação", disse ele à "Agência Senado".<BR><BR>Nesta quinta-feira, a ministra da Casa Civil, voltou ao tema em entrevista a "O Globo". Segundo ela, "o presidente Lula acha que todo o ganho na área de petróleo por causa do pré-sal tem de ser revertido ao conjunto da população brasileira através de um investimento maciço em educação. E por educação estamos falando no sistema mais amplo da palavra, de todas as pesquisas, inovação, tecnologia do conhecimento. Enfim, todos os processos de transformação que a inovação enseja. Como foi feito na Noruega, por exemplo".<BR><BR>O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp elogia a idéia e diz que a exploração do petróleo deve dar um retorno à sociedade. "Evidentemente, parte desses recursos tem que se voltar para a sociedade brasileira. É positivo esse reconhecimento. Mais auspiciosa é que a educação – que precisa de uma revolução nesse país, especialmente a básica –, deve ter prioridade nesses investimentos, que serão gerados por essas economias", defende.<BR><BR>A seu ver, os recursos podem ajudar a fazer uma revolução na Educação. "O Brasil precisa urgentemente de uma revolução total na educação, em todos os níveis, principalmente no ensino fundamental e básico, em que temos um déficit muito grande. E pensar em desenvolvimento econômico e social sem ser centrado na educação é uma ilusão, não acontece. Temos que mexer urgentemente na educação fundamental do país, para modernizá-la, dar consistência e qualidade".<BR><BR>Ele frisa, porém, que os recursos podem ajudar, mas ações devem começar a agora. "Não temos tempo, precisamos de ações concretas para já imprimir uma mudança no ensino".<BR><BR>O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, segue o mesmo caminho. "É uma excelente idéia e num bom momento oportuno para esse reforço de elevar a ciência a outro patamar, melhorando a educação e fortalecendo a pesquisa aplicada. Essa idéia pode carrear aportes significantes para elevar nossa competência em ciência, tecnologia. Estamos de acordo que o montante deve ser revertido para todos os níveis de Educação, desde a Básica".<BR><BR>Ele defende que isso fecharia o ciclo de formação de pessoal. "Esse investimento é extremamente importante para completar o quadro da educação, do básico à pesquisa de ponta e inovação". Essa seria uma forma, diz ele, de crescer com sustentabilidade. "O Brasil está se tornando um país relevante no cenário mundial e deve investir em C&amp;T e Educação para consolidar o seu papel. Mas ele deve crescer com justiça social e a Academia acredita que esse crescimento só acontecerá com investimento em educação para todo o povo. Não dá pra fazer planos de crescimento sustentáveis sem competência em ciência e tecnologia".<BR><BR>Outro ponto que legitima o projeto, diz ele, é que "o investimento nessas áreas é fundamental para a própria exploração do petróleo, que necessita de formação de quadros competentes. A exploração em águas profundas somente foi possível com um grande investimento em pesquisas".<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56816"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56816</FONT></A>
Menu Principal

Minha Conta

Seu Carrinho

0 item(s)

Faça login para ver seu carrinho.

Entrar
Subtotal R$ 0,00

Frete e descontos calculados no checkout.

Finalizar Compra