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Brasil gera mais lixo eletrônico entre emergentes
24/02/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69205
Relatório da ONU aponta que país é o que mais descarta geladeiras e celulares em local inadequado<BR><BR>
<P>O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico por pessoa a cada ano. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que nesta segunda-feira (22/2) lançou seu primeiro relatório sobre o tema. O estudo advertiu que o Brasil não tem estratégia para lidar com o fenômeno e que o tema sequer é prioridade para a indústria.</P>
<P>O país é também a nação emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descarte de celulares, TVs e impressoras.</P>
<P>O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) após a constatação de que o crescimento econômico dos países emergentes gerou maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a geração sem precedentes de lixo.</P>
<P>A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo.</P>
<P>Mas a ONU alerta agora para a explosão do fenômeno nos emergentes e a falta de capacidade para lidar com esse material, muitas vezes perigoso.</P>
<P>Para Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma, Brasil, México, Índia e China serão os países mais afetados pelo lixo, enfrentando "crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública".</P>
<P>Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas de computadores. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro joga fora o equivalente a 0,5 quilo desse lixo eletrônico.</P>
<P>Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia.</P>
<P>Outra preocupação da ONU é com a quantidade de geladeiras que terminam no lixo no Brasil. O país é o líder entre os emergentes, ao lado da China, com 0,4 quilo por pessoa por ano. Em números absolutos, seriam 115 mil toneladas no Brasil, contra 495 mil na China.</P>
<P>No setor de impressoras, são outras 17,2 mil toneladas de lixo por ano no Brasil, que perde apenas para a China.</P>
<P>O Brasil também é o segundo maior gerador de lixo proveniente de celulares, com 2,2 mil toneladas por ano.</P>
<P>Entre as economias emergentes, o país é ainda o terceiro maior responsável por lixo de aparelhos de TVs - 0,7 quilo por pessoa por ano, mesma taxa da China. Nesse setor, os mexicanos são os líderes.</P>
<P>A avaliação da ONU é de que o Brasil estaria no grupo de países mais preparados para enfrentar o desafio do lixo eletrônico, principalmente diante do volume relativamente baixo de comércio ilegal do lixo em comparação a outros mercados. Mas o alerta é de que a situação hoje não é satisfatória.</P>
<P>Falta estratégia</P>
<P>Informações sobre lixo eletrônico são escassas e não há uma avaliação do governo federal sobre o problema. A ONU ainda indica que falta uma estratégia nacional para lidar com o fenômeno e que a reciclagem existente hoje não é feita de forma sustentável. As Nações Unidas indicam que o problema não parece ser prioridade para a indústria nacional e que a ideia de um novo imposto não é bem-vinda diante da alta carga tributária no país.</P>
<P><FONT size=1>(Jamil Chade)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP, 23/2)</FONT></P>
<P>O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico por pessoa a cada ano. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que nesta segunda-feira (22/2) lançou seu primeiro relatório sobre o tema. O estudo advertiu que o Brasil não tem estratégia para lidar com o fenômeno e que o tema sequer é prioridade para a indústria.</P>
<P>O país é também a nação emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descarte de celulares, TVs e impressoras.</P>
<P>O estudo foi realizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) após a constatação de que o crescimento econômico dos países emergentes gerou maior consumo doméstico, com uma classe média cada vez mais forte e estabilidade econômica para garantir empréstimos para a compra de eletroeletrônicos. Mas, junto com isso, veio a geração sem precedentes de lixo.</P>
<P>A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo.</P>
<P>Mas a ONU alerta agora para a explosão do fenômeno nos emergentes e a falta de capacidade para lidar com esse material, muitas vezes perigoso.</P>
<P>Para Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma, Brasil, México, Índia e China serão os países mais afetados pelo lixo, enfrentando "crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública".</P>
<P>Por ano, o Brasil abandona 96,8 mil toneladas de computadores. O volume só é inferior ao da China, com 300 mil toneladas. Mas, per capita, o Brasil é o líder. Por ano, cada brasileiro joga fora o equivalente a 0,5 quilo desse lixo eletrônico.</P>
<P>Na China, com uma população bem maior, a taxa per capita é de 0,23 quilo, contra 0,1 quilo na Índia.</P>
<P>Outra preocupação da ONU é com a quantidade de geladeiras que terminam no lixo no Brasil. O país é o líder entre os emergentes, ao lado da China, com 0,4 quilo por pessoa por ano. Em números absolutos, seriam 115 mil toneladas no Brasil, contra 495 mil na China.</P>
<P>No setor de impressoras, são outras 17,2 mil toneladas de lixo por ano no Brasil, que perde apenas para a China.</P>
<P>O Brasil também é o segundo maior gerador de lixo proveniente de celulares, com 2,2 mil toneladas por ano.</P>
<P>Entre as economias emergentes, o país é ainda o terceiro maior responsável por lixo de aparelhos de TVs - 0,7 quilo por pessoa por ano, mesma taxa da China. Nesse setor, os mexicanos são os líderes.</P>
<P>A avaliação da ONU é de que o Brasil estaria no grupo de países mais preparados para enfrentar o desafio do lixo eletrônico, principalmente diante do volume relativamente baixo de comércio ilegal do lixo em comparação a outros mercados. Mas o alerta é de que a situação hoje não é satisfatória.</P>
<P>Falta estratégia</P>
<P>Informações sobre lixo eletrônico são escassas e não há uma avaliação do governo federal sobre o problema. A ONU ainda indica que falta uma estratégia nacional para lidar com o fenômeno e que a reciclagem existente hoje não é feita de forma sustentável. As Nações Unidas indicam que o problema não parece ser prioridade para a indústria nacional e que a ideia de um novo imposto não é bem-vinda diante da alta carga tributária no país.</P>
<P><FONT size=1>(Jamil Chade)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP, 23/2)</FONT></P>