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Governo estimula oferta de mestrado profissional no país
15/12/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67893
Modalidade responde por 9,5% dos cursos; intenção é aproximar academia e mercado<BR><BR>
<P>Raquel Bocato escreve para a "Folha de SP":</P>
<P>O mestrado profissional tornou-se política de governo. O MEC (Ministério da Educação) começa a incentivar as instituições de ensino superior que oferecem cursos de especialização a apresentar propostas para transformá-los em mestrados profissionais.</P>
<P>Para isso, o órgão investiu em mudanças, previstas na Portaria Normativa nº 7, de junho deste ano. Agora, não é mais preciso que o corpo docente seja composto apenas por mestres e doutores. Abre-se oportunidade para que professores com experiência profissional na área façam parte do quadro.</P>
<P>Muda também o trabalho de conclusão de curso. Passam a valer não só dissertações mas também projetos técnicos, desenvolvimento de produtos e processos, produção artística, de software e de programas de mídia e projetos de inovação tecnológica, entre outros.</P>
<P>"O país precisa qualificar recursos humanos em várias modalidades, e o mestrado profissional é um dos recursos para isso", esclarece Lívio Amaral, diretor de avaliação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), reguladora da oferta desses cursos.</P>
<P>Foram recomendados pela Capes 2.823 mestrados -269, ou 9,5%, são profissionais. Os demais são acadêmicos.</P>
<P>A ideia é que as alterações permitam que a modalidade decole, com a criação de cursos. Além disso, estão previstos editais de incentivo à abertura de mestrados profissionais.</P>
<P>O primeiro, lançado em outubro, foca a área de saúde.</P>
<P>Amaral explica que não há um número ideal de mestrados profissionais a serem atingidos com a mudança. No entanto, ressalta que algumas áreas estão sendo mapeadas para que haja aumento de oferta.</P>
<P>Conexão</P>
<P>O diretor acadêmico de pós-graduação stricto sensu do Insper, Rinaldo Artes, elogia a medida. A não exigência de dissertação abre um leque maior de oportunidades e atende à demanda dos profissionais.</P>
<P>"Haverá maior ligação entre o mundo do saber e o do fazer", diz o coordenador do mestrado profissional em metrologia do Inmetro, Carlos Azevedo.</P>
<P>Para o coordenador do mestrado profissional do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Mario Miyake, a medida acena para que boas pós-graduações lato sensu se tornem mestrados profissionais. Mas a não exigência de dissertação podem fazer com que o curso seja visto como um "mestrado de segunda categoria", diz.</P>
<P>"É preciso encontrar formas de avaliação [dos programas pela Capes] que mostrem que não se trata de um curso menos exigente [que o acadêmico]".</P>
<P>Aprovação de cursos sobe no país</P>
<P>O número de cursos de mestrado profissional aprovados é crescente desde 1999 no Brasil. Naquele ano, a Capes havia aprovado 15 programas. Em 2008, foram 31.</P>
<P>As regiões Sudeste e Sul lideram a abertura de novos cursos de mestrado profissional. A primeira concentra 144 aprovações -53,5% dos 269 programas chancelados até hoje no país. A segunda soma 57 cursos. São seguidas por Nordeste (42), Centro-Oeste (19) e Norte (7).</P>
<P>As áreas de avaliação da Capes que mais concentram programas são interdisciplinar (84), ciências sociais aplicadas (51) e engenharias (48). Em quarto lugar, figuram ciências da saúde (46) e, em quinto, ciências agrárias (13).</P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 13/12)</FONT></P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67893"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67893</FONT></A></P>
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<P>Raquel Bocato escreve para a "Folha de SP":</P>
<P>O mestrado profissional tornou-se política de governo. O MEC (Ministério da Educação) começa a incentivar as instituições de ensino superior que oferecem cursos de especialização a apresentar propostas para transformá-los em mestrados profissionais.</P>
<P>Para isso, o órgão investiu em mudanças, previstas na Portaria Normativa nº 7, de junho deste ano. Agora, não é mais preciso que o corpo docente seja composto apenas por mestres e doutores. Abre-se oportunidade para que professores com experiência profissional na área façam parte do quadro.</P>
<P>Muda também o trabalho de conclusão de curso. Passam a valer não só dissertações mas também projetos técnicos, desenvolvimento de produtos e processos, produção artística, de software e de programas de mídia e projetos de inovação tecnológica, entre outros.</P>
<P>"O país precisa qualificar recursos humanos em várias modalidades, e o mestrado profissional é um dos recursos para isso", esclarece Lívio Amaral, diretor de avaliação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), reguladora da oferta desses cursos.</P>
<P>Foram recomendados pela Capes 2.823 mestrados -269, ou 9,5%, são profissionais. Os demais são acadêmicos.</P>
<P>A ideia é que as alterações permitam que a modalidade decole, com a criação de cursos. Além disso, estão previstos editais de incentivo à abertura de mestrados profissionais.</P>
<P>O primeiro, lançado em outubro, foca a área de saúde.</P>
<P>Amaral explica que não há um número ideal de mestrados profissionais a serem atingidos com a mudança. No entanto, ressalta que algumas áreas estão sendo mapeadas para que haja aumento de oferta.</P>
<P>Conexão</P>
<P>O diretor acadêmico de pós-graduação stricto sensu do Insper, Rinaldo Artes, elogia a medida. A não exigência de dissertação abre um leque maior de oportunidades e atende à demanda dos profissionais.</P>
<P>"Haverá maior ligação entre o mundo do saber e o do fazer", diz o coordenador do mestrado profissional em metrologia do Inmetro, Carlos Azevedo.</P>
<P>Para o coordenador do mestrado profissional do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Mario Miyake, a medida acena para que boas pós-graduações lato sensu se tornem mestrados profissionais. Mas a não exigência de dissertação podem fazer com que o curso seja visto como um "mestrado de segunda categoria", diz.</P>
<P>"É preciso encontrar formas de avaliação [dos programas pela Capes] que mostrem que não se trata de um curso menos exigente [que o acadêmico]".</P>
<P>Aprovação de cursos sobe no país</P>
<P>O número de cursos de mestrado profissional aprovados é crescente desde 1999 no Brasil. Naquele ano, a Capes havia aprovado 15 programas. Em 2008, foram 31.</P>
<P>As regiões Sudeste e Sul lideram a abertura de novos cursos de mestrado profissional. A primeira concentra 144 aprovações -53,5% dos 269 programas chancelados até hoje no país. A segunda soma 57 cursos. São seguidas por Nordeste (42), Centro-Oeste (19) e Norte (7).</P>
<P>As áreas de avaliação da Capes que mais concentram programas são interdisciplinar (84), ciências sociais aplicadas (51) e engenharias (48). Em quarto lugar, figuram ciências da saúde (46) e, em quinto, ciências agrárias (13).</P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 13/12)</FONT></P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67893"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67893</FONT></A></P>
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