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Erro virtual no Enem
09/12/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67769<br>
Inep credita a problema de software a divulgação equivocada, no domingo, do gabarito oficial do Enem. Episódio é mais um arranhão na imagem do exame, que foi adiado após as provas vazarem em outubro<BR><BR>
<P>Renata Mariz escreve para o "Correio Braziliense":</P>
<P>O mais recente capítulo do tumultuado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado no último fim de semana, ocorreu devido a um problema de software. Pelo menos essa foi a explicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração dos testes, sobre o gabarito errado divulgado na noite de domingo.</P>
<P>Como há quatro diferentes modelos de provas a cada dia com as mesmas questões, porém embaralhadas, na hora de casar as matrizes com as respostas corretas, de acordo com a assessoria de imprensa do Inep, o programa de computador falhou. Mais um atropelo a manchar a imagem do Enem, cuja taxa de abstenção nunca foi tão alta: 37,7%.</P>
<P>A assessoria do Inep destacou que tanto as provas como os respectivos gabaritos ficaram guardados dentro de um cofre, sob sigilo, até as 20h do domingo, último dia da avaliação. A partir desse horário, a lista de respostas corretas foi divulgada no site, ao mesmo tempo em que um grupo de funcionários fez uma checagem visual do material.</P>
<P>Nesse momento, ainda de acordo com o Inep, professores do órgão já começaram a verificar problemas, como uma única questão com respostas diferentes. Ao mesmo tempo, reclamações de professores e alunos começaram a chegar à instituição. O portal com o gabarito teve, no primeiro minuto após a veiculação do gabarito, cerca de mil acessos. Os dados corretos só foram divulgados ontem.</P>
<P>Elogios</P>
<P>A despeito desses problemas, o professor Marcelo Lasneaux, diretor pedagógico do pré-vestibular do Galois e também professor de biologia, considerou o Enem um bom teste para os alunos. Do ponto de vista do conteúdo, o docente destacou que a prova foi mais equilibrada que a última edição do Enem e também em relação à versão que vazou.</P>
<P>"Dessa vez, acho que conseguiram achar o meio-termo entre cobrar do aluno a habilidade em interpretação, leitura de tabelas e gráficos e, ao mesmo tempo, exigir dele conhecimentos importantes", afirma Marcelo, que não defende a decoreba. "Nessa questão, o Enem avança. A gente não quer que o aluno saiba o nome da espécie de um vegetal. No entanto, ele deve ao menos conhecer os dois grupos de plantas existentes."</P>
<P>O Ministério da Educação (MEC) planeja aplicar duas versões do Enem por ano a partir de 2010. A ideia é fortalecer o exame, convencendo as universidades a utilizá-lo como forma de ingresso, ao mesmo tempo em que será necessário enterrar de vez as desconfianças em relação ao processo de aplicação levantadas após o episódio do vazamento. O consórcio de empresas organizadoras de seleções contratado pelo MEC para distribuir e aplicar o Enem deixou o local de impressão das provas - uma gráfica em São Paulo - completamente desprotegido, como mostrou investigação da Polícia Federal.</P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67769"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67769</FONT></A></P>
<P>Renata Mariz escreve para o "Correio Braziliense":</P>
<P>O mais recente capítulo do tumultuado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado no último fim de semana, ocorreu devido a um problema de software. Pelo menos essa foi a explicação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração dos testes, sobre o gabarito errado divulgado na noite de domingo.</P>
<P>Como há quatro diferentes modelos de provas a cada dia com as mesmas questões, porém embaralhadas, na hora de casar as matrizes com as respostas corretas, de acordo com a assessoria de imprensa do Inep, o programa de computador falhou. Mais um atropelo a manchar a imagem do Enem, cuja taxa de abstenção nunca foi tão alta: 37,7%.</P>
<P>A assessoria do Inep destacou que tanto as provas como os respectivos gabaritos ficaram guardados dentro de um cofre, sob sigilo, até as 20h do domingo, último dia da avaliação. A partir desse horário, a lista de respostas corretas foi divulgada no site, ao mesmo tempo em que um grupo de funcionários fez uma checagem visual do material.</P>
<P>Nesse momento, ainda de acordo com o Inep, professores do órgão já começaram a verificar problemas, como uma única questão com respostas diferentes. Ao mesmo tempo, reclamações de professores e alunos começaram a chegar à instituição. O portal com o gabarito teve, no primeiro minuto após a veiculação do gabarito, cerca de mil acessos. Os dados corretos só foram divulgados ontem.</P>
<P>Elogios</P>
<P>A despeito desses problemas, o professor Marcelo Lasneaux, diretor pedagógico do pré-vestibular do Galois e também professor de biologia, considerou o Enem um bom teste para os alunos. Do ponto de vista do conteúdo, o docente destacou que a prova foi mais equilibrada que a última edição do Enem e também em relação à versão que vazou.</P>
<P>"Dessa vez, acho que conseguiram achar o meio-termo entre cobrar do aluno a habilidade em interpretação, leitura de tabelas e gráficos e, ao mesmo tempo, exigir dele conhecimentos importantes", afirma Marcelo, que não defende a decoreba. "Nessa questão, o Enem avança. A gente não quer que o aluno saiba o nome da espécie de um vegetal. No entanto, ele deve ao menos conhecer os dois grupos de plantas existentes."</P>
<P>O Ministério da Educação (MEC) planeja aplicar duas versões do Enem por ano a partir de 2010. A ideia é fortalecer o exame, convencendo as universidades a utilizá-lo como forma de ingresso, ao mesmo tempo em que será necessário enterrar de vez as desconfianças em relação ao processo de aplicação levantadas após o episódio do vazamento. O consórcio de empresas organizadoras de seleções contratado pelo MEC para distribuir e aplicar o Enem deixou o local de impressão das provas - uma gráfica em São Paulo - completamente desprotegido, como mostrou investigação da Polícia Federal.</P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67769"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67769</FONT></A></P>