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Estudantes criam óculos-mouse para pessoas com deficiência

08/12/2009 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=14758:estudantes-criam-oculos-mouse-para-pessoas-com-deficiencia&catid=209&Itemid=86
O Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, realizado entre os dias 23 e 27 de novembro, em Brasília, foi marcante para os estudantes Alexandre Sampaio, Cléber Quadros e Filipe Carvalho. Com o projeto batizado de óculos-mouse, eles colocaram o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense entre os destaques do evento. Agora, o grupo quer ir ainda mais longe. E planos para isso não faltam.<BR><BR>Professor de eletroeletrônica do campus Charqueadas e um dos orientadores do projeto, Márcio Bender revela que os óculos-mouse têm grandes chances de comercialização. Primeiro, devem passar por uma bateria de testes antes de virar um protótipo e entrar de vez no mercado. “Essa é a expectativa. O equipamento é eficiente, de baixo custo e atende às necessidades e limitações do usuário”, afirma o professor.<BR><BR>Segundo Bender, além de inovadora, a ideia ganhou força por se tratar de uma tecnologia que permite a inclusão de deficientes físicos. Por meio de um sistema eletrônico interligado, que utiliza um emissor de luz infravermelha e um receptor fixados em um par de óculos, é possível acionar o clique do mouse com apenas um piscar de olhos.<BR><BR>Já para a movimentação do cursor, foi desenvolvido um sistema de sensores, colocados em locais específicos nos óculos. Eles captam a inclinação da cabeça, tanto para a direita como para a esquerda, e transmitem o sinal ao mouse.<BR><BR>Alexandre, Cléber e Filipe têm consciência da importância de sua criação. Em Brasília, o trio foi muito assediado pelos visitantes, interessados em mais informações sobre o projeto.<BR><BR>“Eles queriam saber detalhes, até mesmo para poder reproduzir mais tarde”, explicam.<BR><BR>O reitor Antônio Carlos Barum Brod virou fã da gurizada. No estande do instituto na mostra estudantil, uma das atrações do Fórum Mundial, Brod elogiou o projeto e posou para fotos ao lado dos inventores. “A inclusão educacional é uma realidade. O papel dos institutos federais nesse processo é de suma importância, principalmente quando utilizamos a pesquisa, a inovação tecnológica, em favor de quem mais precisa”, observou.<BR><BR><STRONG>Outros projetos </STRONG>– Bender conta que já existiam alguns projetos eletrônicos em andamento, mas o grande diferencial foi utilizá-los em prol da inclusão, ajudando no desenvolvimento das potencialidades de pessoas com deficiência. O mergulho no novo foco contou com o apoio da professora Andréia Colares, que trouxe na bagagem uma larga experiência como coordenadora do Núcleo de Apoio às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (Napne), mantido pelo próprio campus Charqueadas.<BR><BR>Diretor-geral do campus, José Luiz Lopes Itturriet lembra que na lista das chamadas tecnologias assistivas estão incluídos ainda o forno elétrico automático adaptado e a bengala eletrônica com sensor ultrassônico, ambos para deficientes visuais, e páginas da internet adaptadas a pessoas com necessidades especiais. <BR><BR><FONT size=1>Assessoria de Imprensa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense</FONT><BR><FONT size=1><A href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=14758:estudantes-criam-oculos-mouse-para-pessoas-com-deficiencia&amp;catid=209&amp;Itemid=86">http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=14758:estudantes-criam-oculos-mouse-para-pessoas-com-deficiencia&amp;catid=209&amp;Itemid=86</A></FONT>
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