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Cooperação Brasil-Alemanha em tecnologias da produção, artigo de José Monserrat Filho

29/10/2009 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66920
"A presença da indústria alemã no Brasil é grande e cresce cada vez mais. O casamento no campo da tecnologia de manufatura parece um belo e feliz negócio para as duas partes"<BR><BR>
<P>José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia. Artigo enviado pelo autor ao "JC e-mail":</P>
<P>O Programa tem um nome complicado: Bragecrim. É a sigla de "Brazilian-German Collaborative Research Iniciative on Manufacturing Technology". Em português, soa bem: Iniciativa Brasileiro-Alemã para Pesquisa Colaborativa sobre Tecnologia de Manufatura.</P>
<P>Foi lançado pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo presidente Lula, em Brasília, no dia 14 de maio de 2008. Agora, um ano e meio depois, celebrou seu início prático, apresentando e debatendo os 16 primeiros projetos aprovados este ano, na reunião de dois dias, 22 e 23 de outubro, realizada na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), de onde saíram dois destes projetos.</P>
<P>Um time de peso prestigiou o encontro: o ministro da C&amp;T, Sergio Rezende; o presidente da agência alemã DFG, Matthias Kleiner; o presidente do CNPq, Marco Antônio Zago; o presidente da Capes, Jorge Guimarães; e os coordenadores brasileiro e alemão do Bragecrim, Álvaro Toubes Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Tilo Pfeifer, do Laboratório de Máquinas-Ferramentas e de Engenharia da Produção da Universidade RWTH Aachen.</P>
<P>O evento teve, ademais, importante sessão plenária, com duas conferências sobre temas de enorme atualidade: "O encontro ciência-indústria", proferida por Bertram Heinze, professor da Universidade RWTH Aachen, e "Considerações sobre as tendências de desenvolvimento das máquinas-ferramentas", proferida por Herbert Schulz, professor da Universidade Tecnológica de Darmstadt-PTW.</P>
<P>A seguir, passaram-se em revista os 16 projetos aprovados na fase inicial do Bragecrim, com recomendações especiais para o êxito de sua implementação.</P>
<P>Assim, por exemplo, o projeto "Investigation and improvement of a manufaturing process chain from cold drawing processes to induction hardening" (que, em tradução livre, talvez possa ser entendido como pesquisa e aperfeiçoamento da cadeia de manufatura dos processos de laminação a frio ao endurecimento induzido) foi apresentado em detalhes, com os métodos e caminhos para sua realização, bem como os benefícios que deve proporcionar à indústria dos dois países. É um trabalho conjunto do brasileiro Alexandre da Silva Rocha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e do alemão Thomas Hirsch, da Universidade de Bremen.</P>
<P>A idéia do Bragecrim é bem nova. Nasceu há dois anos, em novembro de 2007, num seminário que reuniu pesquisadores do Brasil e da Alemanha em Blumenau, cidade catarinense fundada por imigrantes germânicos em 1850 - há 159 anos, portanto.</P>
<P>Estes pesquisadores já estavam de olho na indústria. A semente que lançaram foi logo saudada pelo setor produtivo atento aos desafios da inovação. Os centros e as ações de pesquisa precisam estar colados à atividade industrial, nutrindo-se e complementando-se mutuamente.</P>
<P>A Alemanha é mais calejada nisto do que o Brasil, mas o imperativo de fomentar a tabelinha ciência-indústria é comum. Em 2010, os dois países festejam 40 anos de cooperação em C&amp;T, que tem promovido intenso intercâmbio de estudantes e cientistas. Agora, eles apostam na colaboração para estudar novas técnicas de produção industrial. O Bragecrim prevê, para dois anos, o investimento de seis milhões de reais (dois milhões de euros), rachados igualmente - três milhões para cada lado.</P>
<P>Tal avanço é vital para o desenvolvimento da produtividade industrial brasileira e sua maior competitividade nos mercados mundiais. A presença da indústria alemã no Brasil é grande e cresce cada vez mais. O casamento no campo da tecnologia de manufatura parece um belo e feliz negócio para as duas partes. Coloca a cooperação brasileiro-alemã na senda da parceria estratégica.</P>
<P>Mas, para isso, não pode ficar parado no mesmo lugar. Há que ir adiante. A próxima fase do Bragecrim deve ser ainda mais abrangente. Cabe firmar um bom acordo neste sentido</P>
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