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Brasileiros passam em média sete anos na escola, diz IBGE

13/10/2009 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66559
Tempo não é suficiente para conclusão do ensino fundamental. Sudeste, Sul e Centro-Oeste estão acima da média nacional<BR><BR>
<P>Brasileiros com 10 anos ou mais passam em média sete anos na escola, o que representa uma escolaridade que não atinge a conclusão do ensino fundamental. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</P>
<P>O estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2009 analisa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, divulgados em setembro.</P>
<P>Acima da média nacional de anos de estudo estão as regiões Sudeste (7,7), Sul (7,5) e Centro-Oeste (7,3). O pior índice, de acordo com a Síntese, é registrado na Região Nordeste, com 5,9 anos de estudo, seguida pela Região Norte, com 6,5. O estado brasileiro com a pior média de anos de estudo é Alagoas, com 5,2 anos.<BR><BR>Os dados sobre os níveis de escolarização da população revelam melhoras, se comparados à década anterior, mas ainda não são compatíveis com o nível de desenvolvimento econômico do país, segundo o IBGE. Entre os anos de 1998 e 2008, o crescimento na média de anos de estudo não atingiu um ano completo.<BR></P>
<P><STRONG>Acesso ao estudo</STRONG></P>
<P>Em relação ao acesso ao ensino fundamental, o estudo mostra que 97,9% das crianças de 7 a 14 anos de idade estavam frequentando a escola, em 2008. No mesmo ano, das pessoas com idades entre 15 e 17 anos, 84,1% frequentavam o ensino médio, em todo o país. No entanto, somente 50,6% dos jovens cursavam o nível compatível com a idade.</P>
<P>A pesquisa aponta ainda que, entre a população na primeira infância houve uma tendência de aumento da frequência à escola, embora em ritmo lento. O maior crescimento foi para a faixa de 4 a 6 anos, com taxa de frequência que passou de 57,9% para 79,8% entre 1998 e 2008.&nbsp;Entre as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar passou de 8,7% para 18,1%, no mesmo período.<BR><BR>Já a média de anos de estudo entre as pessoas de 25 anos ou mais, de acordo com a análise, revela o status de escolaridade de uma sociedade. Em 2008, 50,2% da população nessa faixa etária tinham menos de 8 anos de estudo, ou seja, o ensino fundamental incompleto.</P>
<P>Em 1998, esse índice era de 65,3%. Apenas 9,5% das pessoas com 25 anos ou mais tinham mais de 15 anos de estudo e o ensino superior completo. A situação teve melhora, já que em 1998, apenas 6,6% das pessoas nessa faixa tinham o nível de estudo.</P>
<P><STRONG>Estudo defasado</STRONG></P>
<P>A análise do Instituto ressalta que ainda há um percentual alto&nbsp;de crianças com defasagem de aprendizado para a idade. Apesar de a idade&nbsp;adequada para a alfabetização ser 6 anos, 7,8% das crianças chegavam aos 9 anos de idade, em 2008,&nbsp;sem saber ler e escrever. Em termos absolutos, havia cerca de 270 mil crianças nesta situação.<BR><BR>Mais da metade delas, cerca de 167 mil, residia na Região Nordeste, onde o percentual de crianças de 9 anos analfabetas é de 15,8%. O segundo maior percentual foi encontrado na Região Norte (12,6%).</P>
<P>(G1, 9/10)</P>
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