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Alunos reconhecem o esforço, mas professores não se sentem valorizados nas escolas
01/10/2026
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Dados do relatório anual Education at a Glance 2026 aponta que apenas 44,3% se dizem satisfeitos com as condições de trabalho
A professora de Inglês do ensino fundamental Marina Silva, de 40 anos, não sente mais que cumpre seu papel. A percepção é de que só uma ou duas vezes ao ano algum dos seus alunos aprende alguma coisa. De resto, conta Marina, está em sala de aula apenas “cuidando para que aquelas crianças não fujam”. A professora não é a única. Mais da metade dos docentes brasileiros está insatisfeita com as condições de trabalho — só 44,3% se dizem satisfeitos. O percentual coloca o Brasil no 36º lugar de uma lista de 38 países. A frustração aumenta se considerado o salário: só 22% estão contentes com seus ganhos.
Os dados fazem parte do relatório anual Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na terça-feira.
— Eu me sinto cansada e desrespeitada. Imagine passar o dia gritando e não ser ouvida. Só continuo porque preciso me sustentar — diz Silva.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A professora de Inglês do ensino fundamental Marina Silva, de 40 anos, não sente mais que cumpre seu papel. A percepção é de que só uma ou duas vezes ao ano algum dos seus alunos aprende alguma coisa. De resto, conta Marina, está em sala de aula apenas “cuidando para que aquelas crianças não fujam”. A professora não é a única. Mais da metade dos docentes brasileiros está insatisfeita com as condições de trabalho — só 44,3% se dizem satisfeitos. O percentual coloca o Brasil no 36º lugar de uma lista de 38 países. A frustração aumenta se considerado o salário: só 22% estão contentes com seus ganhos.
Os dados fazem parte do relatório anual Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na terça-feira.
— Eu me sinto cansada e desrespeitada. Imagine passar o dia gritando e não ser ouvida. Só continuo porque preciso me sustentar — diz Silva.
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