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Fiocruz fortalece parcerias com MEC para reduzir assimetrias históricas no Sul Global

09/12/2025 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Representantes da Fundação Oswaldo Cruz e do Ministério da Educação debateram ações e iniciativas de combate às desigualdades na formação de profissionais de saúde no Sul Global, especialmente em países africanos de língua portuguesa

A Fiocruz, por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, reuniu-se com o secretário de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e outros integrantes de sua equipe para debater ações e iniciativas de combate às desigualdades na formação de profissionais de saúde no Sul Global, especialmente em países africanos de língua portuguesa. A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz, avaliou o encontro como excelente e destacou que a intenção é ampliar a parceria já existente entre a Fundação e o MEC para fortalecer a internacionalização da educação, bem como a formação de profissionais de saúde para atuação em áreas remotas de diferentes países.

“As desigualdades na formação de profissionais de saúde no Sul Global refletem processos históricos de dependência e exclusão, que fragilizam sistemas sanitários e limitam sua capacidade de resposta”, comentou Marly Cruz. Para ela, a escassez de mestres e doutores, especialmente em países africanos, constitui um obstáculo crítico para a consolidação de políticas públicas e práticas baseadas em evidências.

“Há décadas, a Fiocruz implementa estratégias de cooperação estruturante com Moçambique e outros países africanos de língua portuguesa voltadas à formação de quadros qualificados e inclusivos, normalmente desenvolvidas em parceria com o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS), diferentes instituições de ensino locais e ministérios da saúde de países partícipes. Fazemos a articulação de consórcios de programas de pós-graduação da Fiocruz credenciados pela Capes, sempre utilizando metodologias inovadoras, como, por exemplo, abordagens híbridas que garantem flexibilidade e adaptabilidade a realidades e necessidades locais”, disse Marly.

Nas últimas duas décadas, cerca de 70 mestres e doutores foram formados, ocupando posições estratégicas no sistema de saúde moçambicano. Atualmente, 42 profissionais, também de Moçambique, estão em formação em cursos de pós-graduação voltados à gestão dos sistemas de saúde. Para além disso, 25 mestrandos de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe participam do programa voltado à educação profissional em saúde; e 40 novas vagas foram abertas para formação na área de Ciências da Saúde, com foco no diagnóstico biomédico.

A vice-presidente adjunta de Educação da Fiocruz, Eduarda Cesse, que também esteve na reunião, explicou ainda que esses projetos educacionais visam alavancar a educação e a pesquisa em saúde, ampliando a densidade científica e técnica dos países e fortalecendo áreas críticas para os sistemas de saúde. “Os impactos incluem a consolidação de programas locais, incremento da capacidade de resposta e fortalecimento institucional nos países. Para a Fiocruz, os ganhos envolvem aprimoramento da gestão interna, ampliação da visibilidade internacional e reafirmação de sua missão como Centro Colaborador da OMS para a Saúde Global e Cooperação Sul-Sul”, comentou Eduarda.

“A cooperação estruturante, aliada à inclusão e inovação pedagógica, busca reduzir assimetrias históricas, promover solidariedade e aprendizado mútuo, e construir sistemas de saúde mais equitativos e resilientes. Lançando mão de dimensões sociais e de acessibilidade, a Fiocruz também reafirma seu compromisso com uma formação plural e transformadora, essencial para enfrentar os desafios sanitários do Sul Global e avançar na construção de sociedades mais justas”, conclui.

A reunião ocorreu na última quarta-feira (3/12) em Brasília, e, além de Marly e Eduarda, também participou pela Fiocruz o coordenador de Planejamento da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico (Cogeplan/Fiocruz), Fabio Lamin. Já pelo Ministério, para além de Marcus Vinícius, também estiveram na reunião a chefe de Gabinete, Marina Monteiro, e o assessor da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (Difes/Sesu/MEC), Edson de Souza Almeida.

Isabela Schincariol – Agência Brasil
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