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Número de brasileiros quintuplica em 7 anos e transforma faculdades de medicina na Argentina
14/03/2024
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Estudantes, hoje mais de 20 mil, levam coxinha, atlética e ‘chopada’ a universidades e temem barreiras após Milei
Uma caminhada rápida pela Universidade de Buenos Aires (UBA) basta para encontrar o primeiro par de Havaianas. Os pés são do acreano Guilherme Henrique Leão, 28: “Quando cheguei, há seis anos, não tinha essa enxurrada de canais de YouTube falando sobre como estudar aqui”, conta ele, sentado na longa escadaria.
O número de brasileiros que, assim como ele, cursam medicina na Argentina quintuplicou de 4.000 para mais de 20 mil em sete anos, de 2015 para 2022, último dado do governo local. Isso equivale a metade dos estrangeiros e a 12% do total de alunos do curso no país vizinho, chegando a 31% nas instituições privadas.
Com eles, vieram as coxinhas nas lanchonetes, o cafezinho na sala de aula, o português nos corredores e até jalecos “abrasileirados”. Instalaram-se associações atléticas e cervejadas antes inexistentes na vida acadêmica argentina; Pabllo Vittar disparou nas playlists, e botecos e sambas se espalharam nos entornos, alguns aceitando pagamento via Pix.
Veja o texto na íntegra: Folha de S. Paulo
O Grupo Folha não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
Uma caminhada rápida pela Universidade de Buenos Aires (UBA) basta para encontrar o primeiro par de Havaianas. Os pés são do acreano Guilherme Henrique Leão, 28: “Quando cheguei, há seis anos, não tinha essa enxurrada de canais de YouTube falando sobre como estudar aqui”, conta ele, sentado na longa escadaria.
O número de brasileiros que, assim como ele, cursam medicina na Argentina quintuplicou de 4.000 para mais de 20 mil em sete anos, de 2015 para 2022, último dado do governo local. Isso equivale a metade dos estrangeiros e a 12% do total de alunos do curso no país vizinho, chegando a 31% nas instituições privadas.
Com eles, vieram as coxinhas nas lanchonetes, o cafezinho na sala de aula, o português nos corredores e até jalecos “abrasileirados”. Instalaram-se associações atléticas e cervejadas antes inexistentes na vida acadêmica argentina; Pabllo Vittar disparou nas playlists, e botecos e sambas se espalharam nos entornos, alguns aceitando pagamento via Pix.
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