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Arrumar dinheiro para USP, Unesp e Unicamp é o 1º desafio para Tarcísio com a reforma tributária
11/07/2023
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Elas recebem uma parcela fixa do ICMS, que vai deixar de existir, para cobrir seus gastos; reitores esperam que governador mantenha o esquema de financiamento
Arrumar dinheiro para financiar as três universidades públicas de São Paulo será um dos principais desafios políticos que o governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deverá enfrentar após a aprovação da reforma tributária. Ele envolve o lobby de políticos do interior do Estado, defensores de campus em suas cidades, o apoio de atores econômicos, de intelectuais e de partidos de centro e de esquerda às universidades, além das ações de expoentes mais radicais do bolsonarismo, que criticam os gastos do ensino superior e veem “aparelhamento da esquerda” em suas salas de aula.
Desde 1989, as três universidades paulistas são financiadas por meio da destinação de 9,57% da arrecadação da cota-parte do ICMS do Estado (75% do total da arrecadação fica com o Estado e 25% é distribuído aos municípios). Cabe à Universidade de São Paulo (USP) 5% da cota-parte, à Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) 2,3% e à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 2,2%. Isso faz com que atualmente a USP receba cerca de R$ 7,5 bilhões do tesouro estadual por ano, enquanto a Unesp e Unicamp ficam cada uma com cerca de R$ 3,7 bilhões.
Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo
O Estado de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
Arrumar dinheiro para financiar as três universidades públicas de São Paulo será um dos principais desafios políticos que o governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deverá enfrentar após a aprovação da reforma tributária. Ele envolve o lobby de políticos do interior do Estado, defensores de campus em suas cidades, o apoio de atores econômicos, de intelectuais e de partidos de centro e de esquerda às universidades, além das ações de expoentes mais radicais do bolsonarismo, que criticam os gastos do ensino superior e veem “aparelhamento da esquerda” em suas salas de aula.
Desde 1989, as três universidades paulistas são financiadas por meio da destinação de 9,57% da arrecadação da cota-parte do ICMS do Estado (75% do total da arrecadação fica com o Estado e 25% é distribuído aos municípios). Cabe à Universidade de São Paulo (USP) 5% da cota-parte, à Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) 2,3% e à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 2,2%. Isso faz com que atualmente a USP receba cerca de R$ 7,5 bilhões do tesouro estadual por ano, enquanto a Unesp e Unicamp ficam cada uma com cerca de R$ 3,7 bilhões.
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