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Apenas cinco universidades públicas destinam vagas a pessoas trans

27/04/2023 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Das cinco universidades que promovem políticas de ação afirmativa para essa população, três estão localizadas no Estado da Bahia (UNEB, UFSB e UEFS). Em seguida, a região Sudeste com o Estado de São Paulo (UFABC) e, por último, a região norte, com o Amapá (UEAP)

Em 2020 e 2021, apenas cinco universidades públicas brasileiras destinaram cotas para o ingresso de pessoas transexuais e travestis na graduação. Os dados produzidos pelo GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa) também mostram que, no mesmo período, o número de vagas disponíveis para esse grupo caiu de 478, em 2020, para 98, em 2021. A queda de quase 80% pode ser explicada pela concentração da oferta em uma única universidade.

Em 2020, a Universidade Estadual da Bahia (UNEB) foi responsável pelo maior número de vagas destinadas a pessoas trans, 123 via SISU e 223 via vestibular próprio, um total de 346, o que representa 72% da oferta em 2020. Já em 2021, a mesma universidade foi a que menos disponibilizou vagas para este grupo, apenas 2 no total, destinadas ao curso de Música, pelo SISU.

No período analisado, a região Nordeste concentrou o maior número de vagas disponíveis para pessoas trans. Das cinco universidades que promovem políticas de ação afirmativa para essa população, três estão localizadas no estado da Bahia (UNEB, UFSB e UEFS). Em seguida, a região Sudeste com o estado de São Paulo (UFABC) e, por último, a região norte, com o Amapá (UEAP). As regiões sul e centro-oeste são as únicas onde não foram identificadas políticas de ação afirmativa para o ingresso de pessoas trans na graduação.

Leia na íntegra: Gênero e Número
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