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“A educação não deve ser utilitária, deve ser útil”, defende Renato Janine Ribeiro
13/12/2022
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Professor de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência enfatiza que é a educação que mais pode formar as pessoas na direção de maior liberdade e responsabilidade, em entrevista ao portal GZH
Em abril de 2019, o jornal Pioneiro publicou uma entrevista com o educador português José Pacheco, um crítico do sistema tradicional de ensino, idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, que não se esquivou de pisar em sala de aula, até mesmo na educação primária, para colocar em prática sua utopia. De uma forma bastante sucinta, ele resumiu o sistema educacional por três séculos em uma sentença: “Em suma: temos alunos do século 21, professores do século 20, a trabalhar como no século 19. Introduzir paliativos num modelo falido nada resolve. Urge conceber uma nova construção social de educação”.
Acelerando o curso do tempo, na última terça-feira (6), por volta das 13h20min, adentrava pelos corredores da Livraria Do Arco da Velha, em Caxias do Sul, um tanto esbaforido por conta do calor extenuante que tomou conta da Serra nesta semana, o professor de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Renato Janine Ribeiro. Entre seus livros mais recentes estão Maquiavel, a democracia e o Brasil (2022), Duas ideias filosóficas e a pandemia (2021) e A boa política – Ensaios sobre a democracia na Era da Internet (2017).
Na pauta, Ribeiro revelou em uma espécie de déjà vu (ou no bom e simples português “já te vi”) a ideia central do discurso de Pacheco, a partir de uma nova construção social da educação, sobretudo em como estabelecer pontes entre o que se pensa, planeja, discute e pesquisa na academia e em como levar isso tudo para a realidade do cotidiano da população em um país que nem sempre aborda a educação como prioridade e pilar para conduzir a nação para um futuro com melhores perspectivas.
O ponto de partida da conversa, que durou 38 minutos, foi um trecho extraído da obra A boa política. Para o autor a experiência política, sobretudo na educação, não deve reduzir seu caráter filosófico, mas, sobretudo, enfatiza que “é a educação que mais pode formar as pessoas na direção de maior liberdade e responsabilidade”.
Veja o texto na íntegra: GZH
Em abril de 2019, o jornal Pioneiro publicou uma entrevista com o educador português José Pacheco, um crítico do sistema tradicional de ensino, idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, que não se esquivou de pisar em sala de aula, até mesmo na educação primária, para colocar em prática sua utopia. De uma forma bastante sucinta, ele resumiu o sistema educacional por três séculos em uma sentença: “Em suma: temos alunos do século 21, professores do século 20, a trabalhar como no século 19. Introduzir paliativos num modelo falido nada resolve. Urge conceber uma nova construção social de educação”.
Acelerando o curso do tempo, na última terça-feira (6), por volta das 13h20min, adentrava pelos corredores da Livraria Do Arco da Velha, em Caxias do Sul, um tanto esbaforido por conta do calor extenuante que tomou conta da Serra nesta semana, o professor de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Renato Janine Ribeiro. Entre seus livros mais recentes estão Maquiavel, a democracia e o Brasil (2022), Duas ideias filosóficas e a pandemia (2021) e A boa política – Ensaios sobre a democracia na Era da Internet (2017).
Na pauta, Ribeiro revelou em uma espécie de déjà vu (ou no bom e simples português “já te vi”) a ideia central do discurso de Pacheco, a partir de uma nova construção social da educação, sobretudo em como estabelecer pontes entre o que se pensa, planeja, discute e pesquisa na academia e em como levar isso tudo para a realidade do cotidiano da população em um país que nem sempre aborda a educação como prioridade e pilar para conduzir a nação para um futuro com melhores perspectivas.
O ponto de partida da conversa, que durou 38 minutos, foi um trecho extraído da obra A boa política. Para o autor a experiência política, sobretudo na educação, não deve reduzir seu caráter filosófico, mas, sobretudo, enfatiza que “é a educação que mais pode formar as pessoas na direção de maior liberdade e responsabilidade”.
Veja o texto na íntegra: GZH