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Sem apoio de entidades técnicas, escolhidos por Bolsonaro assumem em Conselho Nacional de Educação e nomes de peso ficam de fora

10/11/2022 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Maria Helena Guimarães e Mozart Ramos foram os mais indicados, mas perderam a vaga para ex-membros ligado ao presidente

A dois meses do fim do mandato, o presidente Jair Bolsonaro preteriu nomes de maior consenso para o Conselho Nacional de Educação (CNE) para incluir pessoas alinhadas ao seu governo. Ficaram de fora da Câmara de Educação Básica os especialistas Mozart Ramos, ex-secretário de Pernambuco, e Maria Helena Guimarães, uma das criadoras do Enem e referência em avaliação educacional no país.

O conselho tem 22 integrantes, com mandatos de quatro anos. A cada dois anos, parte da composição é renovada. Ontem, foram mudados nove integrantes: três da Câmara de Educação Básica e seis da Câmara de Educação Superior.

O conselho tem um papel relevante na avaliação e formulação de diretrizes da educação. Durante a pandemia, elaborou pareceres orientando as redes a como adaptar o calendário escolar. Além disso, teve protagonismo em todas as discussões recentes sobre mudanças curriculares.

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