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Elite brasileira capturou até 65% dos ganhos com educação nos últimos 40 anos
08/11/2022
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Mesmo com igual grau de instrução, 10% no topo ganham 50% mais que a metade mais pobre
A elite econômica do país capturou até 65% dos ganhos que os trabalhadores brasileiros tiveram com o aumento na escolarização para o nível fundamental, 60% para o médio e 30% para o superior, nos últimos 40 anos.
No período, apesar dos avanços, o topo da pirâmide (os 10% mais ricos) continuou ganhando até 50% mais que a metade mais pobre, ainda que eles tenham o mesmo grau de instrução.
Os dados fazem parte de um estudo recente publicado pelos pesquisadores Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique (Suíça) e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo. Os números se baseiam em uma série histórica de 1980 a 2021, a partir de resultados do Censo combinados com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Para os dados econômicos, a série vai até 2019.
Com esses dados, eles formularam um indicador chamado IIE (Índice de Iniquidade Educacional), cujo objetivo é medir os efeitos sobre o rendimento médio a partir do acesso à educação e do pertencimento a diferentes grupos (econômicos, racial e de gênero). A base é a população de 25 a 55 anos (ou seja, que já teve chance de se qualificar e ingressar no mercado de trabalho).
Leia na íntegra: Folha de S. Paulo
O Grupo Folha não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A elite econômica do país capturou até 65% dos ganhos que os trabalhadores brasileiros tiveram com o aumento na escolarização para o nível fundamental, 60% para o médio e 30% para o superior, nos últimos 40 anos.
No período, apesar dos avanços, o topo da pirâmide (os 10% mais ricos) continuou ganhando até 50% mais que a metade mais pobre, ainda que eles tenham o mesmo grau de instrução.
Os dados fazem parte de um estudo recente publicado pelos pesquisadores Guilherme Lichand e Maria Eduarda Perpétuo, da Universidade de Zurique (Suíça) e Priscila Soares, da Universidade de São Paulo. Os números se baseiam em uma série histórica de 1980 a 2021, a partir de resultados do Censo combinados com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Para os dados econômicos, a série vai até 2019.
Com esses dados, eles formularam um indicador chamado IIE (Índice de Iniquidade Educacional), cujo objetivo é medir os efeitos sobre o rendimento médio a partir do acesso à educação e do pertencimento a diferentes grupos (econômicos, racial e de gênero). A base é a população de 25 a 55 anos (ou seja, que já teve chance de se qualificar e ingressar no mercado de trabalho).
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