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Oito turmas, escolas precárias e transtorno de ansiedade: entenda a rotina de professores que aumenta risco de ‘apagão’ de profissionais na educação
03/10/2022
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Professora da Paraíba relata rotina por trás de pesquisa que prevê déficit de docentes dentro de 18 anos no País devido a más condições de trabalho e salários baixos
Desde que iniciou a carreira, há 20 anos, a professora de língua portuguesa da rede estadual da Paraíba Patrícia Rosas, de 39 anos, se desdobra em dois turnos de trabalho para garantir a renda mensal. Entre 2009 e 2019, ela precisou percorrer quase 30 quilômetros entre os municípios de Campina Grande e Pocinhos para faturar um salário que não chegava a R$ 5 mil. Hoje, apesar de ter sido aprovada em concursos para atuar na mesma escola, ela ainda leva uma jornada dupla de 60 horas em um colégio que está sem local fixo devido ao risco de desmoronamento.
— A carga horária do professor não é só sala de aula, temos que trabalhar além do horário para, no meu caso, dar conta de oito turmas do ensino básico, que tem cerca de 40 alunos cada. Não há políticas públicas que ajudem o professor, especialmente na rede pública, não temos aparato de formação, tecnológico e menos ainda emocional — relata a professora.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
Desde que iniciou a carreira, há 20 anos, a professora de língua portuguesa da rede estadual da Paraíba Patrícia Rosas, de 39 anos, se desdobra em dois turnos de trabalho para garantir a renda mensal. Entre 2009 e 2019, ela precisou percorrer quase 30 quilômetros entre os municípios de Campina Grande e Pocinhos para faturar um salário que não chegava a R$ 5 mil. Hoje, apesar de ter sido aprovada em concursos para atuar na mesma escola, ela ainda leva uma jornada dupla de 60 horas em um colégio que está sem local fixo devido ao risco de desmoronamento.
— A carga horária do professor não é só sala de aula, temos que trabalhar além do horário para, no meu caso, dar conta de oito turmas do ensino básico, que tem cerca de 40 alunos cada. Não há políticas públicas que ajudem o professor, especialmente na rede pública, não temos aparato de formação, tecnológico e menos ainda emocional — relata a professora.
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