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Com cotas, Uneb chega a 73% de alunos negros, mas vê número cair na pandemia

13/09/2022 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Entre os incentivos disponibilizados pela Universidade do Estado da Bahia para estudantes em situação de vulnerabilidade, há o Programa Afirmativa, que concede bolsas de pesquisa para cotistas, e o Mais Futuro, auxílio de R$ 300 a R$ 600 repassado pelo governo da Bahia

Em 2002, a Uneb (Universidade do Estado da Bahia) foi a segunda universidade brasileira a adotar cotas raciais. Em 2018, passou a ter 73,4% do seu corpo discente autodeclarado preto ou pardo, tornando-se uma das poucas universidades a quase equiparar o perfil étnico de seus estudantes ao da população de seu estado – o mais negro do país, com 76,7% de negros, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Após a pandemia, contudo, houve uma queda na presença destes alunos. Em 2021 eles correspondiam a 68,8% dos graduandos, segundo o anuário da instituição.

Entre alunos negros e cotistas houve redução maior: 23,5% entre 2018 e 2021. Pró-reitor de ações afirmativas da Uneb, Marcelo Pinto diz que os cotistas registraram maiores em razão das dificuldades materiais, atenuadas por meio da concessão de auxílios pela própria universidade, uma política diretamente dependente do orçamento disponibilizado pelo governo estadual, e, segundo ele, insuficiente para o acolhimento de todos os alunos.

Veja o texto na íntegra: UOL
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