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Como investir mais em ensino básico e corrigir a inversão de prioridades na educação?

09/08/2022 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Gastos dos países da OCDE com ensino básico é de US$ 10 mil por aluno/ano. É mais do que o dobro do investido pelo Brasil. No ensino superior, porém, o País gasta US$ 14 mil por aluno/ano

Mesmo durante a pandemia, que levou a uma crise mundial de aprendizagem, o Brasil ainda investe um terço do que as nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seus estudantes da educação básica. São cerca de U$ 3,4 mil por aluno ante cerca de U$ 10 mil, por ano. Muitos desses países direcionaram ainda mais recursos para as escolas nos últimos dois anos de crise sanitária. O orçamento brasileiro ficou na mesma ou até encolheu. No ensino superior público a relação é inversa. O Brasil investe U$ 14.417 por aluno, por ano, segundo dados de 2021, acima da média dos países desenvolvidos, de U$ 13.855.

Apesar de o total em dinheiro para a educação básica ser maior, já que há 45 milhões de alunos nas escolas públicas brasileiras e 2 milhões nas universidades, a diferença é inquietante para um país que pretende crescer. Por isso, será fundamental ao governo eleito no próximo dia 2 de outubro corrigir essa clara inversão de prioridades na educação. Nas últimas duas décadas, o Brasil triplicou o valor investido por aluno no ensino infantil, fundamental e médio, mas chegou a números ainda incomparáveis a outros países. No mesmo período, a Coreia do Sul passou de cerca de US$ 3 mil para US$ 12 mil por aluno/ano. Portugal, de US$ 3,5 mil para US$ 10 mil; Austrália, de US$ 5 mil para US$ 11,5 mil.

Nesta reportagem da jornalista Renata Cafardo, o Estadão mostra que os próximos anos serão cruciais para que o Brasil não permita que mais gerações saiam da escola sem aprender contas básicas ou encontrar ideias em um texto. Especialistas são unânimes em dizer que é preciso colocar mais dinheiro no ensino básico, mas é imprescindível que o investimento seja em políticas cujas evidências já mostraram melhora da aprendizagem.

Veja o texto na íntegra: Estadão

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