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Estudar ou comer? Com crise e sem bolsa, jovens desistem de fazer faculdade
04/08/2022
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Atropelados pela crise econômica e o bloqueio de verbas para as universidades públicas, jovens estão desistindo do ensino superior, trancando matrícula e adiando a ideia de se graduar
Moradora de Sapopemba, na periferia de São Paulo, Beatriz Zeballo, 20, foi a primeira de sua família a entrar na faculdade, em 2020. Escolheu estudar filosofia, curso citado por “professores fantásticos” que teve no ensino médio, em uma escola pública na Vila Prudente, na zona leste da capital paulista. “Com eles aprendi humanidade de um jeito lindo.”
No terceiro semestre do curso na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), porém, ela precisou trancar a matrícula. “Não tive oportunidade de sonhar, de estudar. Não foi diferente para minha mãe, para meu pai, para minha avó. Por que seria diferente pra mim?”, lamenta.
Durante dois anos, Beatriz conseguiu se manter nos estudos, apesar das dificuldades. Nos primeiros meses de aula, estagiou num museu como monitora, mas, com o início da pandemia, em março de 2020, precisou procurar outro emprego. Tinha de ajudar a mãe nas despesas de casa. Juntas, passaram a trabalhar em uma confecção no Bom Retiro, no centro de São Paulo.
Veja o texto na íntegra: TAB/UOL
Moradora de Sapopemba, na periferia de São Paulo, Beatriz Zeballo, 20, foi a primeira de sua família a entrar na faculdade, em 2020. Escolheu estudar filosofia, curso citado por “professores fantásticos” que teve no ensino médio, em uma escola pública na Vila Prudente, na zona leste da capital paulista. “Com eles aprendi humanidade de um jeito lindo.”
No terceiro semestre do curso na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), porém, ela precisou trancar a matrícula. “Não tive oportunidade de sonhar, de estudar. Não foi diferente para minha mãe, para meu pai, para minha avó. Por que seria diferente pra mim?”, lamenta.
Durante dois anos, Beatriz conseguiu se manter nos estudos, apesar das dificuldades. Nos primeiros meses de aula, estagiou num museu como monitora, mas, com o início da pandemia, em março de 2020, precisou procurar outro emprego. Tinha de ajudar a mãe nas despesas de casa. Juntas, passaram a trabalhar em uma confecção no Bom Retiro, no centro de São Paulo.
Veja o texto na íntegra: TAB/UOL