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FNDE previu comprar 370 vezes mais mesas e cadeiras para escolas públicas, aponta CGU
14/06/2022
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Relatório do órgão indica falhas no pregão em que governo iria adquirir móveis para equipar instituições pelo País
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) superestimou em até 370 vezes o número de mesas e cadeiras necessárias para equipar parte das escolas do país, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). No caso mais extremo, após auditoria nos números, a quantidade prevista para compra de carteiras escolares caiu de 37 mil para apenas 100. Essa foi apenas um das falhas descobertas num edital lançado pelo FNDE, mas que acabou suspenso em virtude de uma série de problemas.
Como O GLOBO revelou, o pregão de R$ 6,3 bilhões do FNDE poderia gerar um sobrepreço de R$ 1,5 bilhão. O relatório elaborado pela CGU, que culminou no cancelamento do processo de compra, apontou problemas na metodologia adotada pelo Fundo, responsável por executar boa parte das ações do governo na educação.
O edital previa o fornecimento de dez milhões de conjuntos de mesas e cadeiras para a rede de ensino público de diferentes regiões do país. Auditores da CGU identificaram que as regras do pregão possibilitavam contar duas vezes a demanda de determinados itens, o que gerou um potencial prejuízo, e determinaram que os cálculos fossem refeitos. Após a reestimativa, a quantidade de carteiras que seriam compradas caiu à metade, para cinco milhões de unidades, gerando uma economia aos cofres públicos.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) superestimou em até 370 vezes o número de mesas e cadeiras necessárias para equipar parte das escolas do país, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). No caso mais extremo, após auditoria nos números, a quantidade prevista para compra de carteiras escolares caiu de 37 mil para apenas 100. Essa foi apenas um das falhas descobertas num edital lançado pelo FNDE, mas que acabou suspenso em virtude de uma série de problemas.
Como O GLOBO revelou, o pregão de R$ 6,3 bilhões do FNDE poderia gerar um sobrepreço de R$ 1,5 bilhão. O relatório elaborado pela CGU, que culminou no cancelamento do processo de compra, apontou problemas na metodologia adotada pelo Fundo, responsável por executar boa parte das ações do governo na educação.
O edital previa o fornecimento de dez milhões de conjuntos de mesas e cadeiras para a rede de ensino público de diferentes regiões do país. Auditores da CGU identificaram que as regras do pregão possibilitavam contar duas vezes a demanda de determinados itens, o que gerou um potencial prejuízo, e determinaram que os cálculos fossem refeitos. Após a reestimativa, a quantidade de carteiras que seriam compradas caiu à metade, para cinco milhões de unidades, gerando uma economia aos cofres públicos.
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