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No retorno às aulas presenciais, preocupação é com crianças na faixa etária ainda não imunizada
29/10/2021
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Relatório da Rede de Pesquisa Solidária analisa números da covid na faixa etária e discute importância da testagem e outros protocolos no retorno às aulas presenciaisA Rede de Pesquisa Solidária, criada para melhorar a qualidade da gestão de políticas públicas, divulgou o Boletim 36, com foco na vacinação de crianças e jovens menores de 11 anos. Essa faixa etária permanece sem acesso aos imunizantes mesmo em um momento de retorno às aulas presenciais.A professora Lorena Barberia, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e membro da Rede de Pesquisa Solidária, afirma que a preocupação dos pesquisadores responsáveis pela nota é principalmente com a proteção das crianças, que estão vulneráveis ao vírus da covid-19. “A gente precisa pensar na vacinação, nos protocolos, na testagem e em todo esse pacote de medidas ser coerente para garantir maior saúde e segurança a essas faixas etárias”, diz.O boletim também discute a letalidade do vírus em crianças. “Vemos uma elevação importantíssima de hospitalizações de crianças e adolescentes, algumas chegam a óbito e algumas ficam com sequelas que duram mais de 12 semanas”, afirma Lorena, ao comentar a chamada covid longa e a necessidade de cuidados mesmo após a alta. A professora ressalta a importância de manter e fortalecer os protocolos de segurança, não flexibilizá-los, como tem sido feito.A nota técnica número 36 pode ser acessada na íntegra clicando aqui.Jorna da USP