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Recursos reservados do MEC para educação básica caíram 39,1% nos primeiros meses do ano, diz relatório

11/8/2021 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Com atraso na sanção do orçamento, bloqueios e má gestão, taxa de empenho caiu em relação a 2020, retardando injeção de dinheiro para viabilizar volta às aulasO atraso na aprovação do orçamento para 2021, o bloqueio de verbas do Ministério da Educação (MEC) e a falta de gestão na pasta ocasionaram uma redução de 39,1% nos recursos reservados para gasto na educação básica, em relação a 2020, nos primeiros meses do ano. O índice está em um relatório de acompanhamento feito pelo Todos Pela Educação, obtido pelo GLOBO. O documento conclui que essa combinação de fatores fez com que não houvesse ações de preparação para a volta às aulas.A análise leva em conta dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) de janeiro a abril. A falta de habilidade do governo em conduzir a aprovação célere do orçamento no Congresso, que aconteceu somente no final de março com sanção em abril, acarretou restrições para a utilização de recursos na pasta no início do ano. Somou-se a isso um bloqueio à época de R$ 2,7 bilhões.Somente em junho parte do valor foi desbloqueado e apenas neste mês todo o montante, liberado. Enquanto no segundo bimestre de 2020, a taxa de empenho, ou seja, de reserva de recursos, para a etapa foi de 81%, neste ano chegou a 49%. Esse cenário impediu que dinheiro fosse injetado na educação no início do ano, momento crucial para permitir preparação das redes para o retorno presencial.Veja o texto na íntegra: O GloboO Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
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