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O discurso e as prioridades de Milton Ribeiro à frente do MEC
14/10/2020
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Alvo de pedido de inquérito criminal e de ação civil pública por declarações consideradas homofóbicas, ministro tem evitado abordar alguns dos principais desafios da EducaçãoO ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na quarta-feira (7) a Polícia Federal a colher depoimento de Milton Ribeiro, que comanda o MEC (Ministério da Educação), a fim a de avaliar se abre ou não um inquérito para investigar a possível prática de crime de homofobia.Na sexta-feira (9), coletivos e associações de defesa dos direitos da população LGBTI ingressaram com uma ação civil pública contra Ribeiro, na qual acusam o ministro de preconceito e pedem uma indenização de R$ 5 milhões. O caso será analisado pela 6ª Vara Cível Federal de São Paulo.Por que o ministro da Educação virou alvoO pedido de abertura de inquérito, feito pela Procuradoria-Geral da República, e a ação civil pública movida por grupos de defesa dos direitos LGBTI foram motivados por declarações do ministro ao jornal O Estado de S. Paulo, em entrevista publicada em 24 de setembro.Na ocasião, o ministro, que também é pastor evangélico, criticou ainda discussões sobre gênero e a adoção de educação sexual para crianças e adolescentes. “É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero”, disse.A educação sexual não visa erotizar ou incentivar a iniciação sexual precoce de crianças e adolescentes, mas ensinar sobre anatomia, psicologia e sexualidade. É uma informação que pode ser uma ferramenta para combater crimes de abuso infantil e violência sexual, além de amparar questões como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência.Leia na íntegra: NexoO Nexo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.