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País precisa investir R$ 64 bi até 2024 para alcançar meta no ensino superior

02/04/2019 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Para o Brasil alcançar a meta do PNE, é preciso que 33% da população entre 18 e 24 anos esteja matriculada no ensino superior em 2024. Atualmente, 18% dos brasileiros nessa faixa etária estão na universidade. O cenário atual sugere que, mantida essa proporção, essa meta será inalcançávelLevantamento feito pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) mostra que o governo terá de investir R$ 64 bilhões no setor até 2024 para que o Brasil atinja a meta fixada pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O educador e novo presidente da ABMES, Celso Niskier, pondera que o número corresponde a 6%, em cinco anos, do montante que se pretende economizar com a reforma da Previdência em dez anos.Em entrevista ao Valor, o educador e reitor da UniCarioca, instituição com cerca de 15 mil alunos, diz que a decisão do governo de retirar recursos da área de humanas não afeta o setor privado, diante da autonomia das instituições, mas observa que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já reserva vagas para áreas prioritárias. Ele é favorável à gravação das aulas diante do inevitável uso da tecnologia, mas afirma que deve haver consenso entre as partes.O presidente Jair Bolsonaro anunciou a decisão de descentralizar investimentos nos cursos de filosofia e sociologia, mas Niskier pondera que as faculdades particulares têm autonomia para criar seus cursos conforme os interesses do mercado. Afirma, entretanto, que não é grande a procura por cursos na área de humanas no setor privado. Uma exceção é Pedagogia. É o curso com maior procura no ensino à distância; é relevante porque o Fies identificou como área crítica a necessidade de professores qualificados. Ele ressalta que Bolsonaro não inova ao definir prioridades na educação superior. No início de 2016, ainda na gestão Dilma Rousseff, o Fies passou a reservar 70% das vagas para áreas prioritárias: engenharia, saúde e formação de professores. Hoje esse percentual caiu para 60%, mas ainda vigora.Leia na íntegra: Valor EconômicoO Valor Econômico não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante.
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