Voltar para Notícias

Indústria do conhecimento

17/11/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=59941
Estudo da Anprotec propõe a estruturação de um Sistema Nacional de Parques Tecnológicos a partir de investimentos da ordem de R$ 10,2 bilhões em 20 parques nos próximos cinco anos <BR><BR>Thiago Romero escreve para a “Agência Fapesp”:<BR><BR>O Brasil precisaria de investimentos, públicos e privados, da ordem de R$ 10,2 bilhões nos próximos cinco anos para que seu sistema nacional de inovação e empreendedorismo dê um salto de qualidade. A condição, entretanto, é que esse salto seja impulsionado com a aplicação desses recursos na estruturação de cerca de 20 parques tecnológicos em regiões estratégicas do país.<BR><BR>Essas são as proposições do estudo Parques Tecnológicos no Brasil, organizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e divulgado nesta quinta-feira (13/11) durante a 4ª edição da Nanotec, feira do setor de nanotecnologia que se encerra hoje (14), em São Paulo.<BR><BR>“O estudo propõe estratégias para que o país comece a se preparar para a criação efetiva de uma indústria do conhecimento, tendo como ponto de partida uma nova estrutura de parques tecnológicos no Brasil”, disse o conselheiro da Anprotec e coordenador do levantamento, José Eduardo Fiates, à “Agência Fapesp”.<BR><BR>Os setores empresariais mais estimulados por esse universo de parques são os de tecnologias da informação e da comunicação, energia, biotecnologia, eletrônica, instrumentação, serviços, meio ambiente e agronegócios.<BR><BR>“Os parques tecnológicos são o ambiente favorável para as empresas por oferecerem os três elementos principais para que o conhecimento se transforme em desenvolvimento: acesso à tecnologia, relacionamento para a criação conjunta de soluções inovadoras e alta capacidade de penetração no mercado”, disse Fiates.<BR><BR>O trabalho foi realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no período de fevereiro de 2007 a março de 2008, sob encomenda dos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.<BR><BR>Fiates explica que cerca de 50 entidades participaram da elaboração do estudo, da geração ao processamento dos dados, de associações de classe a órgãos estatais, passando pelas comissões de ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados e do Senado, além de dezenas de universidades e institutos de pesquisa.<BR><BR>“Dez workshops foram realizados com a presença de especialistas em parques tecnológicos, brasileiros e do exterior, para a discussão dos dados e indicação dos resultados, após as sucessivas pesquisas de campo nos parques brasileiros, cujos dirigentes responderam a uma série de questionários”, disse Fiates.<BR><BR>O sistema de parques tecnológicos no Brasil foi comparado, no cenário internacional, a iniciativas semelhantes na França, Reino Unido, Espanha, Irlanda, Finlândia, Japão, China, Índia, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura, Malásia, Nova Zelândia e Estados Unidos.<BR><BR>“As simulações de investimentos do estudo foram feitas com base em comparações dos recursos destinados aos parques desses países. Tivemos acesso a números exatos de quanto se investiu nesses empreendimentos e fizemos ponderações, a partir dos dados coletados nos parques nacionais, para chegar aos números dos investimentos públicos e privados de que o Brasil necessita”, detalhou.<BR><BR>No mundo, são mais de 1,5 mil parques tecnológicos em atividade, sendo que, de acordo a Anprotec, nas experiências bem-sucedidas as empresas instaladas geram, em média, US$ 3 de receita anual para cada US$ 1 investido na implantação do parque.<BR><BR>Os resultados do estudo confirmam a iniciativa do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, projeto que teve origem em 2002 na Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, com apoio da Fapesp.<BR><BR>A meta do governo paulista é ter parques instalados em alguns dos principais centros de desenvolvimento econômico e tecnológico no estado, como a Grande São Paulo, Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e São José dos Campos. Além dessas, diversas outras cidades são candidatas a receber parques, como Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, Sorocaba e São José do Rio Preto.<BR><BR>Sérgio Risola, coordenador geral do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP, destaca que São José dos Campos é o primeiro a entrar em funcionamento no estado com o conceito de parque tecnológico.<BR><BR>O objetivo do governo de São Paulo é apoiar o setor privado para alavancar esses centros de inovação e implantar o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, criando sinergias que possam assegurar a competitividade do estado. <BR><BR>Áreas prioritárias<BR><BR>Com as informações do estudo em mãos, a Anprotec pretende estimular os gestores públicos a definir quais serão os 20 parques, considerados de excelência, que estarão aptos a receber os incentivos.<BR><BR>O levantamento da Anprotec sugere ainda que, dos R$ 10,2 bilhões necessários para alavancar os parques tecnológicos no Brasil, cerca de R$ 1,9 bilhão tenha origem em investimentos públicos e o restante em aplicações privadas.<BR><BR>As políticas públicas sugeridas pelo estudo, segundo ele, são baseadas em dois eixos centrais. O primeiro se concentra na concepção da infra-estrutura dos parques tecnológicos e nos investimentos em projetos âncora de ciência, tecnologia e inovação. “O incentivo a esses projetos científicos é fundamental, caso contrário o parque pode acabar se tornando um condomínio industrial de empresas de base tecnológica”, disse Fiates.<BR><BR>O segundo pilar das políticas e estratégias sugeridas se baseia nos investimentos a pesquisa e desenvolvimento realizados dentro das empresas instaladas nos parques, incluindo recursos para a instalação de laboratórios e contratação de recursos humanos qualificados.<BR><BR>“Todas essas proposições partem do pressuposto de que o Brasil já conta com instrumentos legais para o apoio a essas iniciativas. O que precisamos é orientar melhor esses marcos legais nas direções de interesse e aplicar mais recursos nesses instrumentos”, afirmou Fiates.<BR><BR>Mais informações: http://www.agencia.fapesp.br/arquivos/estudo-sobre-parques-mais-completo.pdf<BR><FONT size=1>(Agência Fapesp, 14/11)</FONT><BR>
Menu Principal

Minha Conta

Seu Carrinho

0 item(s)

Faça login para ver seu carrinho.

Entrar
Subtotal R$ 0,00

Frete e descontos calculados no checkout.

Finalizar Compra