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Secretária destaca importância do Pisa para o debate sobre a qualidade do ensino no Brasil
19/10/2016
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/6-secretaria-destaca-importancia-do-pisa-para-o-debate-sobre-a-qualidade-do-ensino-no-brasil/
Reunião do Conselho Diretor do Pisa. Esta é a primeira vez que o Brasil sedia uma reunião do Programa
Representantes de 50 países estão reunidos na sede da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao
Ministério da Educação, para a Reunião do Conselho Diretor do Pisa
[Programa Internacional para Avaliação de Estudantes]. O encontro que se
estende até esta quarta-feira, 19, em Brasília, definirá prioridades
para o desenvolvimento de indicadores, para o estabelecimento dos
instrumentos de avaliação e para a disseminação dos resultados. Esta é a
primeira vez que o Brasil sedia uma reunião do Pisa.
A secretária executiva do MEC, Maria Helena de Castro, durante a
abertura dos trabalhos, destacou a importância do Pisa para o Brasil,
aplicado a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o
término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. As
provas ocorrem a cada três anos. Na última edição, cerca de 33 mil
estudantes realizaram a prova.
“O programa internacional de avaliação dos estudantes produz
indicadores que têm contribuído muito na discussão da qualidade da
educação nacional e direciona ações para melhorar a educação básica. O
Brasil participa do Pisa desde sua primeira edição no ano 2000. Os
resultados do programa foram de grande importância para ajudar a
conduzir reformas de inclusão e melhoria da qualidade do ensino, definir
políticas de mais equidade e de valorização dos professores.”
De acordo com Maria Helena de Castro, a atual gestão do MEC tem
dedicado atenção à educação básica, em especial, a permanência dos
jovens no ensino médio.
“Ainda não universalizamos o acesso ao ensino médio. Somente 83% das
crianças conseguem concluir o ensino fundamental obrigatório. As taxas
de repetência continuam muito elevadas, para os padrões internacionais.
Cerca de 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola.
Apenas 55% dos jovens de 19 anos possuem o ensino médio completo. Ou
seja, o Brasil avançou muito, apresentou melhorias impressionantes do
ponto de vista quantitativo, mas ainda temos um grande desafio que é
melhorar a qualidade e diminuir as imensas desigualdades da nossa
educação.”
A reforma no ensino médio, afirma a secretária, é um dos caminhos
para mudar a arquitetura do ensino médio e melhorar a gestão escolar.
“Hoje o ensino médio brasileiro é único para todos os estudantes. O
currículo é monótono, enciclopédico e muito distante do mundo dos
jovens. Nossa proposta agora flexibiliza esse currículo, dedicando
metade do ensino médio àquilo que é comum para a formação do aluno e na
outra metade os alunos poderão aprofundar os conhecimentos em suas áreas
de interesse como ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e
matemática, ou podem optar por um itinerário de formação técnica e
profissional.”
No Brasil, a aplicação do Pisa é coordenada pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Muitas das
avaliações nacionais coordenadas pelo instituto, atualmente, utilizam a
mesma metodologia.
Para saber mais, acesse o Portal do Inep
MEC
Representantes de 50 países estão reunidos na sede da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao
Ministério da Educação, para a Reunião do Conselho Diretor do Pisa
[Programa Internacional para Avaliação de Estudantes]. O encontro que se
estende até esta quarta-feira, 19, em Brasília, definirá prioridades
para o desenvolvimento de indicadores, para o estabelecimento dos
instrumentos de avaliação e para a disseminação dos resultados. Esta é a
primeira vez que o Brasil sedia uma reunião do Pisa.
A secretária executiva do MEC, Maria Helena de Castro, durante a
abertura dos trabalhos, destacou a importância do Pisa para o Brasil,
aplicado a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o
término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países. As
provas ocorrem a cada três anos. Na última edição, cerca de 33 mil
estudantes realizaram a prova.
“O programa internacional de avaliação dos estudantes produz
indicadores que têm contribuído muito na discussão da qualidade da
educação nacional e direciona ações para melhorar a educação básica. O
Brasil participa do Pisa desde sua primeira edição no ano 2000. Os
resultados do programa foram de grande importância para ajudar a
conduzir reformas de inclusão e melhoria da qualidade do ensino, definir
políticas de mais equidade e de valorização dos professores.”
De acordo com Maria Helena de Castro, a atual gestão do MEC tem
dedicado atenção à educação básica, em especial, a permanência dos
jovens no ensino médio.
“Ainda não universalizamos o acesso ao ensino médio. Somente 83% das
crianças conseguem concluir o ensino fundamental obrigatório. As taxas
de repetência continuam muito elevadas, para os padrões internacionais.
Cerca de 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola.
Apenas 55% dos jovens de 19 anos possuem o ensino médio completo. Ou
seja, o Brasil avançou muito, apresentou melhorias impressionantes do
ponto de vista quantitativo, mas ainda temos um grande desafio que é
melhorar a qualidade e diminuir as imensas desigualdades da nossa
educação.”
A reforma no ensino médio, afirma a secretária, é um dos caminhos
para mudar a arquitetura do ensino médio e melhorar a gestão escolar.
“Hoje o ensino médio brasileiro é único para todos os estudantes. O
currículo é monótono, enciclopédico e muito distante do mundo dos
jovens. Nossa proposta agora flexibiliza esse currículo, dedicando
metade do ensino médio àquilo que é comum para a formação do aluno e na
outra metade os alunos poderão aprofundar os conhecimentos em suas áreas
de interesse como ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e
matemática, ou podem optar por um itinerário de formação técnica e
profissional.”
No Brasil, a aplicação do Pisa é coordenada pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Muitas das
avaliações nacionais coordenadas pelo instituto, atualmente, utilizam a
mesma metodologia.
Para saber mais, acesse o Portal do Inep
MEC