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Representantes de entidades municipais de Saúde e Educação criticam PEC do Teto de Gastos
30/08/2016
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/13-representantes-de-entidades-municipais-de-saude-e-educacao-criticam-pec-do-teto-de-gastos/
O
presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Alessio Lima, afirmou que haverá estagnação do investimento em
educação pelo governo federal
Representantes de entidades municipais de Saúde e Educação
criticaram, ontem (29), a Proposta de Emenda à Constituição do Teto de
Gastos (PEC 241/16).
Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de
Saúde (Conasen), Mauro Junqueira, a PEC vai congelar os recursos da área
no patamar da Emenda Constitucional 86/15.
“A Emenda 86 reduziu os recursos pra a Saúde. Fechamos 2015 com 14,8%
da RCL [Receita Corrente Líquida]. A Emenda 86 trouxe para 13,2%.
Congelar com 13,2% [com a PEC] é a grande perda da Saúde. O congelamento
é o suicídio para as secretarias de Saúde brasileiras”, disse.
Atualmente, a Emenda Constitucional 86 define os gastos mínimos da
União com saúde em 13,2% da Receita Corrente Líquida para 2016, subindo
até 15% em 2020.
O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Alessio Lima, afirmou que haverá estagnação do investimento em
educação pelo governo federal: “Os municípios não terão autonomia para
nenhum projeto novo na área e nenhuma meta do Plano Nacional da Educação
[PNE] será cumprida”.
Para Lima, a emenda poderá inviabilizar a educação pública do País.
“O prefeito que prometer qualquer coisa na educação estará enganando a
população. Porque ele não terá recurso novo para abrir nenhuma nova
turma. Essa é uma questão muito séria que tem de ser objeto de
preocupação do povo brasileiro”, disse.
Junqueira e Lima participam de audiência pública sobre os impactos na
Saúde e na Educação da PEC 241/16, que limita as despesas primárias da
União aos gastos do ano anterior corrigidos pela inflação oficial
(IPCA). De acordo com a proposta, em 2017 o limite de gastos será a
despesa primária federal de 2016, incluindo os restos a pagar,
reajustada pelo IPCA de 2016. A partir de 2018, será usado o teto do ano
anterior acrescido da inflação.
A proposta altera os critérios para cálculo das despesas mínimas com
saúde e educação a cargo da União. Hoje, ambas estão atreladas a
percentuais da receita. A PEC substitui essas vinculações e determina
que o gasto mínimo seja calculado pela despesa do ano anterior
reajustada pelo IPCA, sem aumento real para as duas áreas.
Agência Câmara de Notícias
presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Alessio Lima, afirmou que haverá estagnação do investimento em
educação pelo governo federal
Representantes de entidades municipais de Saúde e Educação
criticaram, ontem (29), a Proposta de Emenda à Constituição do Teto de
Gastos (PEC 241/16).
Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de
Saúde (Conasen), Mauro Junqueira, a PEC vai congelar os recursos da área
no patamar da Emenda Constitucional 86/15.
“A Emenda 86 reduziu os recursos pra a Saúde. Fechamos 2015 com 14,8%
da RCL [Receita Corrente Líquida]. A Emenda 86 trouxe para 13,2%.
Congelar com 13,2% [com a PEC] é a grande perda da Saúde. O congelamento
é o suicídio para as secretarias de Saúde brasileiras”, disse.
Atualmente, a Emenda Constitucional 86 define os gastos mínimos da
União com saúde em 13,2% da Receita Corrente Líquida para 2016, subindo
até 15% em 2020.
O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime), Alessio Lima, afirmou que haverá estagnação do investimento em
educação pelo governo federal: “Os municípios não terão autonomia para
nenhum projeto novo na área e nenhuma meta do Plano Nacional da Educação
[PNE] será cumprida”.
Para Lima, a emenda poderá inviabilizar a educação pública do País.
“O prefeito que prometer qualquer coisa na educação estará enganando a
população. Porque ele não terá recurso novo para abrir nenhuma nova
turma. Essa é uma questão muito séria que tem de ser objeto de
preocupação do povo brasileiro”, disse.
Junqueira e Lima participam de audiência pública sobre os impactos na
Saúde e na Educação da PEC 241/16, que limita as despesas primárias da
União aos gastos do ano anterior corrigidos pela inflação oficial
(IPCA). De acordo com a proposta, em 2017 o limite de gastos será a
despesa primária federal de 2016, incluindo os restos a pagar,
reajustada pelo IPCA de 2016. A partir de 2018, será usado o teto do ano
anterior acrescido da inflação.
A proposta altera os critérios para cálculo das despesas mínimas com
saúde e educação a cargo da União. Hoje, ambas estão atreladas a
percentuais da receita. A PEC substitui essas vinculações e determina
que o gasto mínimo seja calculado pela despesa do ano anterior
reajustada pelo IPCA, sem aumento real para as duas áreas.
Agência Câmara de Notícias