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Ensino médio tem curso inédito em Minas

16/09/2008 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11252
<P>O Colégio Técnico Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, inicia no dia <B>11 de outubro</B>, em oito cidades do estado, os dois primeiros cursos de ensino médio articulado à educação técnica para jovens e adultos e um curso técnico para quem já terminou o ensino médio. Os cursos abrem as atividades da Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec Brasil), que é uma iniciativa do Ministério da Educação. <BR><BR>Os três cursos terão 900 alunos que foram selecionados entre 3.050 candidatos inscritos no vestibular realizado em <B>23 de agosto</B>. Os cursos a distância da E-Tec Brasil são oferecidos numa parceria entre o MEC, escolas técnicas federais, centros federais de educação tecnológica (Cefets) com os municípios. O objetivo do governo federal com esta ação, é qualificar jovens e adultos sem o ensino médio ou com ensino médio incompleto nos municípios onde vivem e trabalham. Os que concluírem o curso receberão certificado de técnico na área de estudo, emitido pelo Colégio Técnico Universitário da UFJF.<BR><BR>Dos 900 estudantes, 600 estão divididos entre os cursos de segurança do trabalho e gestão pública, na modalidade ensino médio articulado à educação técnica, e outros 300 farão o curso técnico de enfermagem, pós-ensino médio. Eles estão distribuídos entre as cidades de Alfenas, Almenara, Boa Esperança, Cataguases, Juiz de Fora, Porteirinha, Três Pontas e Timóteo, onde o Colégio Técnico Universitário, em parceria com as prefeituras, montou pólos para receber os alunos e os 36 professores e tutores nos próximos dois anos, que é o prazo de duração dos cursos.<BR><BR>O diretor do colégio, Paulo Rogério Guimarães, explica que a formação teórica e prática está dividida em quatro módulos. O primeiro módulo vai de <B>11 de outubro</B> à metade de dezembro, período em que os alunos serão acolhidos pela instituição, vão conhecer os recursos da plataforma Moodle (que será um instrumento do curso), estudar o que é e como se desenvolve a educação a distância.<BR><BR>&nbsp;Um tema deste módulo merece destaque, na avaliação do coordenador do curso, professor Paulo Roberto Rufino Pereira. Ele diz que é importante ao aluno da educação a distância desenvolver a capacidade de ler e compreender o material impresso que dá suporte à formação. “Ler, interpretar, responder as questões, fazer as tarefas propostas, procurar o tutor são chaves para a aprendizagem”, aconselha. Também o diretor Paulo Guimarães faz recomendações aos futuros alunos do Colégio Universitário: muita dedicação, força de vontade e disciplina são fundamentais. “A educação a distância não é mais fácil e nem mais difícil que o ensino presencial. É diferente e por isso exige empenho.”<BR><BR><B>Estrutura</B> – Os alunos dos três cursos técnicos terão à disposição uma estrutura completa para as aulas teóricas e práticas. Nos pólos, cada grupo de 25 alunos terá um tutor presencial; e no Colégio Universitário, em Juiz de Fora, um tutor a distância, um professor orientador e um professor pesquisador. Ainda nos pólos, eles farão as aulas práticas. No curso de enfermagem, por exemplo, terão 50% da carga horária em aulas práticas, divididas em três partes: as primeiras práticas serão feitas nos laboratórios móveis, tipo uma carreta montada com os equipamentos básicos de saúde; a segunda parte será nas unidades básicas de saúde do município onde o aluno estuda; e a terceira etapa do estágio será nos hospitais da cidade, onde terá contato com todas as especialidades médicas ali oferecidas.<BR><BR>Os laboratórios móveis sobre carretas, diz o coordenador Paulo Pereira, servirão para o estudante manusear seus futuros instrumentos de trabalho e entrar em contato com a profissão. Estes laboratórios vão passar em todos os municípios onde os cursos estarão acontecendo. De acordo com Sílvia Helena Rodrigues, da diretoria de regulação e supervisão da Secretaria de Educação a Distância (Seed), os laboratórios móveis serão desenhados por técnicos e engenheiros da Universidade de Brasília, numa parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é o órgão do MEC responsável pelo repasse de recursos. Para receber os laboratórios, a escola ou o Cefet deve apresentar ao ministério um projeto pedagógico de uso dos equipamentos nos cursos técnicos que vai ministrar.<BR><BR><B>Pólos</B> – A Escola Técnica Aberta do Brasil selecionou no primeiro edital, este ano, 193 pólos que estão autorizados a fazer vestibulares nos próximos 12 meses. Os 193 pólos estão distribuídos em sete municípios do Acre; 13 do Amazonas; 23 da Bahia; nove do Ceará; três do Distrito Federal; um do Espírito Santo; 16 de Goiás; oito do Maranhão; nove de Minas Gerais; 17 do Mato Grosso do Sul; cinco do Pará; 16 de Pernambuco; quatro do Piauí; 34 do Paraná; cinco do Rio de Janeiro; quatro do Rio Grande do Norte; sete do Rio Grande do Sul; dois de Santa Catarina; cinco de São Paulo; e cinco do Tocantins. </P>
<P><FONT size=1>Ionice Lorenzoni</FONT></P>
<P><A href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=11252"><FONT size=1>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=11252</FONT></A></P>
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