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Aulas da USP Leste vão para câmpus Saúde e instituição particular
24/03/2014
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=92282
Maioria dos cinco mil alunos da unidade estudará na zona leste; instituição ainda tenta desbloquear câmpus na Justiça Para abrigar as aulas do câmpus Leste da Universidade de São Paulo (USP), interditado judicialmente há mais de dois meses por problemas ambientais, a reitoria recorreu a uma instituição privada, uma Faculdade de Tecnologia (Fatec) e outras escolas da universidade. A decisão de espalhar temporariamente os cerca de 5 mil alunos da unidade só foi anunciada nesta quinta-feira, 20, a quatro dias do começo das atividades acadêmicas, previsto para segunda-feira. As outras unidades já têm aulas desde 17 de fevereiro, como determinava o calendário oficial. O início do ano letivo do câmpus Leste havia sido adiado duas vezes por dificuldades da reitoria para encontrar espaço adequado. Com o atraso, as férias de julho da unidade também devem ser prejudicadas. Os alunos dos cursos da manhã e da tarde terão aulas em um prédio da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), instituição particular próxima ao metrô Carrão, na zona leste. Já as graduações noturnas ficarão mais distantes e divididas. Parte ficará na Fatec Itaquera, também na zona leste, e outros irão para o quadrilátero de Saúde da USP, na zona oeste, que reúne as escolas de Medicina, Enfermagem, Saúde Pública e o Instituto de Medicina Tropical, a mais de 25 quilômetros da USP Leste. Os ingressantes em Engenharia de Computação também estudarão longe: na Escola Politécnica, no câmpus Butantã, também na zona oeste. Em comunicado aos professores, alunos e funcionários, a diretoria da unidade esclareceu que os locais atendem aos apelos de que as aulas se mantivessem na zona leste. A escolha dos prédios também se orientou pelas possibilidades de acesso: as áreas emprestadas ou alugadas ficam próximas a estações de metrô. A diretoria disse ainda que o esforço era de alocar mais cursos no câmpus Butantã, o que não teve sucesso. "O problema é que não levaram em conta na transferência a infraestrutura para aulas práticas, além das atividades de pesquisa, cultura e extensão", criticou a professora da USP Leste Adriana Tufaile. Docentes, alunos e funcionários já marcaram assembleias hoje para discutir o "plano B". Estudantes também convocam nas redes sociais novo ato na terça-feira contra a postura da reitoria para resolver os problemas do câmpus. Desbloqueio. A USP ainda tenta na Justiça reabrir o câmpus Leste, interditado pela contaminação por gás metano e presença de óleos minerais cancerígenos, causada pelo depósito de terra de origem desconhecida na unidade em 2010 e 2011. Em contestação à Justiça no começo do mês, a USP alegou que os problemas ambientais são anteriores à instalação do câmpus e que não representam riscos à saúde. Segundo professores da USP Leste, o Ministério Público Estadual, que pediu o fechamento do câmpus no ano passado, está disposto a firmar termo de ajustamento de conduta com a USP, mas ainda não vê medidas suficientes para recomendar a liberação do terreno. (Victor Vieira/Estado de S.Paulo)http://www.estadao.com.br/noticias/vida,aulas-da-usp-leste-vao-para-campus-saude-e-instituicao-particular,1143091,0.htm Outra matéria sobre o assunto Folha de S.PauloAlunos da USP Leste irão para Fatec e instituição particularhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/157440-alunos-da-usp-leste-irao-para-fatec-e-instituicao-particular.shtml