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LHC vai alimentar rede de 60 mil computadores

10/09/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58504
<P>Acelerador de partículas será ligado nesta quarta-feira. Evento será retransmitido pela internet <BR><BR>Para alegria dos físicos, a máquina mais poderosa do mundo, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês) será ligada amanhã.<BR><BR>O choque desses compostos de prótons e nêutrons (partículas da classe dos hádrons) vai gerar uma quantidade tão descomunal de dados que não será possível processá-los só nas máquinas do próprio LHC, na divisa da Suíça com a França.<BR><BR>As partículas vão correr umas contra as outras em um túnel de 27 km de extensão, que tem algumas partes resfriadas a -271,25C. Os resultados oriundos dessas colisões, entretanto, vão seguir pelo mundo todo.<BR><BR>A grade do LHC terá 60 mil computadores. O objetivo da construção do complexo franco-suíço, que custou US$ 10 bilhões e é administrado pelo Cern (Organização Européia de Pesquisa Nuclear, na sigla em inglês), é revolucionar a forma de se enxergar o Universo.<BR><BR>O processamento pesado de dados é necessário para que os cientistas possam se encontrar nas montanhas de informações que serão produzidas quando os quatro grandes detectores do LHC -dez vezes mais preciso do que qualquer outro instrumento- começarem a fazer medições em nível subatômico.<BR><BR>"Você pode pensar que cada experimento é uma câmera digital gigante com 150 milhões de pixels tomando imagens 600 milhões de vezes por segundo", afirma Ian Bird, líder do projeto Grid.<BR><BR>Milhões de DVDs<BR><BR>Não é qualquer dado que vai chegar aos milhares de computadores ligados ao LHC. Sofisticados filtros vão fazer uma triagem prévia das informações. Mesmo assim, sobrarão 15 petabytes anualmente para serem trabalhados, que passarão por uma espécie de pente fino. Isso é suficiente para ocupar 2 milhões de DVDs.<BR><BR>Os dados, então, serão enviados por linhas de alta velocidade para 11 instituições na Europa, América do Norte e Ásia. Destes locais, as informações serão distribuídas para mais de 150 centros científicos.<BR><BR>O Brasil, apesar de não ser membro do Cern, tem cientistas e estudantes contribuindo nos detectores do LHC.<BR>(Folha de SP, 9/9) <BR><BR>Evento será retransmitido via web<BR><BR>Nesta quarta-feira, 10 de setembro, os cientistas do Cern (Organização Européia para a Pesquisa Nuclear) planejam colocar em circulação os feixes de prótons do LHC (Large Hadron Collider) ou Grande Acelerador de Hádrons. O evento será retransmitido via web para vários países que participam dos experimentos do LHC.<BR><BR>Em São Paulo, será exibido no auditório do Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista) a partir das 8 horas da manhã, com a presença de pesquisadores brasileiros que participam desses experimentos.<BR><BR>O LHC é o maior instrumento de investigação científica já construído. Instalado a 100 metros de profundidade, entre a Suíça e a França, o acelerador é composto por um anel de 27 km de circunferência e quatro detectores de partículas, sendo um deles o CMS (Compact Muon Solenoid), de cujo projeto fazem parte físicos do Sprace (Centro Regional de Análise de São Paulo), grupo liderado por Sérgio Novaes, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp, câmpus de São Paulo.<BR><BR>O LHC irá colidir prótons a uma energia de 7 TeV. Colocar esse complexo em operação requereu o esforço de quase 20 anos de trabalho de milhares de cientistas e custou aproximadamente US$ 10 bilhões. O processo de teste e certificação do LHC começou com o resfriamento dos 1.600 magnetos supercondutores à temperatura de 1,9 graus acima do zero absoluto (–271, 25°C), o que demorou dois meses. <BR><BR>Já foram feitos os primeiros testes de injeção dos feixes e, no próximo dia 10, o LHC terá os feixes circulando em ambos os sentidos a uma energia de 450 GeV. Ainda nesse ano, o sistema de aceleradores do LHC deverá elevar a energia até 5 TeV para, a partir de 2009, começar a operar na energia projetada, o que irá representar uma nova fronteira para as leis fundamentais da natureza.<BR><BR>A transmissão será feita a partir do centro de controle do acelerador, de onde o LHC é operado, e contará com visita aos quatro experimentos que serão realizados no acelerador. <BR><BR>Além de Sérgio Novaes, estarão presentes no Instituto de Física Teórica da Unesp, no dia 10, os físicos Eduardo Gregores (pró-reitor de Pós-graduação da Universidade Federal do ABC); Gustavo Burdman (Instituto de Física da USP); Jun Takahashi (Instituto de Física Gleb Wataghin); Marcelo Munhoz (Instituto de Física da USP); Oscar Éboli (Instituto de Física da USP); Pedro Mercadante (Sprace/ Unesp); Rogério Rosenfeld (diretor do Instituto de Física da Unesp); e Sérgio Lietti (Sprace/ Unesp).<BR><BR><FONT size=1>Mais informações podem ser encontradas no site http://www.cern.ch/lhc-first-beam.<BR>(Assessoria de Comunicação da Unesp)</FONT></P>
<P><FONT size=1><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58504">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58504</A><BR></P></FONT>
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