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Universidades federais dobram a oferta de vagas

05/09/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58414
A oferta de 227.668 vagas nos cursos de graduação no próximo vestibular mostra a expansão nas universidades públicas federais. As vagas de ingresso dobraram em relação a 2003, quando foram oferecidas 113.983 <BR><BR>Para suprir este crescimento, o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou nesta quarta-feira, duas portarias que permitem a realização de concurso para contratação de mil docentes e a distribuição de 900 cargos de direção e 2,4 mil funções gratificadas para as instituições. O Ministério do Planejamento, por sua vez, autorizou a contratação de 10.992 docentes e 8.239 técnicos administrativos para as universidades. <BR><BR>"Isso só é possível porque proibimos a palavra 'gasto' em educação. Não temos que chamar de gasto, mas de investimento", disse o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na visão do presidente, o ingresso de um jovem em uma universidade não caracteriza ascensão e sim o cumprimento de um direito fundamental, previsto na Constituição. "Cabe ao Estado garantir que todos cheguem à universidade", enfatizou, durante a cerimônia que reuniu reitores de todas as federais do país no Palácio do Planalto.<BR><BR>Apresentaram maior crescimento na oferta de vagas as universidades das regiões Nordeste, com aumento de 122%, e Sul, com 107%. Os cursos noturnos são outro destaque. No período de 2006 a 2009, o número de cursos passará de 29.549 para 79.080, um índice de crescimento de 168%.<BR><BR>Haddad destacou o comprometimento dos reitores no processo de expansão das universidades. O ministro lembrou que a proposta de dobrar as vagas de ingresso nas universidades partiu dos próprios reitores, por meio da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ainda em 2003. "Em seguida, o MEC passou a trabalhar junto com os reitores e deu início ao plano de expansão", reiterou. <BR><BR>Segundo o presidente da Andifes, Amaro Lins, apenas 10% das vagas ofertadas na educação superior eram de universidades federais, à época. "Poucos jovens tinham acesso à educação superior pública e isso nos preocupava", contou Lins. "Hoje, estamos celebrando os primeiros resultados dos esforços para concretizar o sonho de milhares de jovens brasileiros."<BR><BR>Expansão - O aumento de vagas, a criação de novas universidades e o crescimento dos campi, levando a educação superior pública federal para o interior do país, estão amparados em três ações: expansão das universidades, Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e a Universidade Aberta do Brasil (UAB).<BR><BR>Com a expansão, que começou em 2003, o governo federal já implantou 12 novas universidades federais. Outros quatro projetos de lei criando instituições tramitam no Congresso Nacional. Com a expansão concluída, o Brasil terá 59 universidades federais distribuídas pelo país, além de 95 novos campi espalhados por todas as regiões. <BR><BR>As universidades federais também são responsáveis por mais de 1.400 cursos de pós-graduação, sendo que mais da metade deles é de doutorado. Mestrados e doutorados atendem hoje mais de 70 mil estudantes. O Reuni permitirá expandir em número e qualidade os programas existentes, com a contratação de professores doutores e com o aumento do número de bolsas de mestrado e doutorado em ritmo superior aos dos últimos anos.<BR>(Assessoria de Comunicação do MEC)<BR><BR>Lula reafirma que educação não pode ser vista como gasto<BR><BR>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quarta-feira (3) que a educação não pode ser vista como gasto.<BR><BR>"Educação tem que ser vista como investimento e um investimento que possa dar retorno no espaço mais curto de tempo que o investimento traz”, afirmou o presidente na cerimônia no Palácio do Planalto para o anúncio de criação de vagas para alunos em universidades federais dentro do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).<BR><BR>O presidente criticou os que pensam que o mercado de ensino poderia resolver a questão da falta de vagas nas universidades. Para Lula é possível encontrar um equilíbrio entre o ensino privado e o público.<BR><BR>"Acredito que o estado brasileiro pode fazer o equilíbrio entre o ensino que pode ser visto de maneira mercantilista e o ensino que pode ser visto para transformar esse país em um Estado muito forte, competente e competitivo em todas as áreas.", afirmou.<BR><BR>Lula disse que o acesso à educação não pode ser visto como ascensão social. De acordo com o presidente, é obrigação do Estado garantir a oportunidade de ensino a todos os brasileiros.<BR><BR>O presidente também voltou a dizer que o dinheiro que será arrecadado com a extração do óleo da camada do pré-sal será usado na educação, e criticou aqueles que dizem que mesmo sem começar a extração, “o governo já está discutindo onde vai aplicar os recursos”.<BR><BR>"Sabe porque eu quero discutir logo para onde vai o dinheiro? É porque se a gente não discute, os mesmos de sempre, que sempre ganharão tudo, vão querer se apoderar desse dinheiro antes dele chegar a para as finalidade nobres que nós queremos nesse país", afirmou.<BR><BR>Para Andes, expansão vai prejudicar qualidade do ensino<BR><BR>A expansão das universidades públicas federais por meio da criação de novas vagas e de novos locais de ensino sem a participação e a discussão da comunidade acadêmica vai comprometer a qualidade do ensino superior público. A avaliação é do diretor regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Luis Mauro Magalhães.<BR><BR>“Isso certamente vai prejudicar a qualidade do ensino superior público, está se fazendo uma expansão quantitativa, esquecendo a qualidade”, avaliou Magalhães, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<BR><BR>Segundo o sindicato, o programa não está se dando “de acordo com as demandas e necessidades acadêmicas”, como por exemplo a garantia do tripé ensino, pesquisa e extensão. “Alguns cursos estão sendo implantados sem que os departamentos de ensino e os colegiados sejam ouvidos durante o processo”, afirmou.<BR><BR>Outra preocupação da entidade, segundo Magalhães, é a garantia do repasse de verbas pela União.<BR><BR>“Nos contratos entre os entre reitores e o MEC, a gente não tem uma expansão de recursos compatível com a expansão que as universidades se comprometeram. Além disso, não existe uma obrigação, o governo entra com os recursos para a universidade caso haja disponibilidade, não há garantia para os próximos anos ”, disse. Segundo o MEC, a verba repassada para o Reuni até 2012 será de R$ 2 bilhões.<BR><BR>Magalhães cita ainda casos de campi que estão sendo inaugurados sem que as obras de novos prédios estejam concluídas. “Na própria UFRJ foi feita uma expansão em que o prédio não está pronto e a universidade alugou um outro local muito precário para as aulas. Isso tem acontecido, são locais sem condições mínimas de trabalho, sem laboratório, feito às pressas”, afirmou.<BR><BR>O dirigente ressaltou que o Andes não é contrário à expansão, desde que não prejudique a qualidade.<BR><FONT size=1>(Agência Brasil)<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58414">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58414</A></FONT><BR>
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