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Eterna homenagem no céu
13/07/2012
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83231
O cientista pernambucano Ricardo Ferreira, 84 anos, que tem seu nome atribuído a um asteroide descoberto em 2002, é um dos presidentes de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A ciência pernambucana está para sempre projetada no céu. É que, desde a semana passada, um asteroide descoberto em 2002 recebeu o nome de Ricardo Ferreira, físico-químico do estado que em 1953, aos 25 anos, já publicava na prestigiosa revista britânica Nature. Hoje com 84, e reconhecidamente um dos cientistas do estado de maior eminência no País e no exterior, Ricardo Ferreira recebeu a notícia em casa. "Ele ficou emocionado, quis comemorar e até pediu um uísque", conta a professora Rejane Pereira, filha do pesquisador. O responsável pelo feito é o químico e astrônomo amador Clausius Lima, amigo de Ricardo Ferreira. "Clausius conhece o astrônomo Paulo Holvorcem, que descobriu o asteroide, e sugeriu batizá-lo com o nome dele", conta Rejane. Avistado pela primeira vez em 9 de janeiro de 2002, o astro foi inicialmente chamado 158520. Via de regra, os asteroides são nomeados por números, mas nada impede que recebam nomes de pessoas. Assim, esse virou o "158520 Ricardoferreira". Considerados os menores astros do sistema solar, são conhecidos mais de 500 mil asteroides. Brasileiro, Paulo Holvorcem divide a descoberta do "158520 Ricardoferreira" com outro astrônomo amador, o americano Charles Jules (1944-2009). Até agora, já foram contabilizadas 217 observações do astro, que tem menos de 7,5 quilômetros de diâmetro. Por e-mail, Paulo Holvorcem explica que o período de rotação do asteroide ainda não é conhecido. "Precisaria um telescópio grande para fazer esta determinação", justifica. Também não se sabe, explica, se teria satélites. "Ainda há bastante a pesquisar sobre ele." De magnitude - unidade de medida da energia emitida - 18,5, o asteroide entrará em oposição ao Sol no início de agosto, quando será visível, por meio de telescópios, desde o início da noite. Oposição, em astronomia, ocorre quando dois corpos celestes estão em posições opostas no céu. Rosa - Pelo menos outro asteroide, o "7735 Scorzelli", leva o nome de um cientista brasileiro. Trata-se de Rosa Scorzelli, 72 anos, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro e vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Entre outros temas, Rosa Scorzelli se dedica ao estudo da composição química de meteoritos. Já Ricardo Ferreira, professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, é químico teórico. A origem da vida é um dos focos dos seus trabalhos. Na publicação de 1953 na Nature, ele abordou a quiralidade. O volume - 171 - foi o mesmo em que o britânico Francis Crick (1916-2004) e o norte-americano James Watson, 84, anunciaram a estrutura em dupla hélice do DNA. "Os aminoácidos que compõem o DNA são homoquirais", explicou em 2003 Ricardo Ferreira, em entrevista sobre livro de sua autoria que enfoca os 50 anos da descoberta. Saiba mais sobre o asteroide batizado com o nome do físico-químico da UFPE Ricardo Ferreira, cientistas pernambucano de maior projeção no Brasil e exterior: 2,4 a 7,5 quilômetros é o tamanho estimado158502 era o número do asteroide, até receber o nome de Ricardo Ferreira9 de janeiro de 2002 foi a data da primeira avistagem, do Arizona (EUA),7 de fevereiro de 2011 foi a última217 é o número de observações4,40 anos período de revolução, tempo que demora para descrever uma órbita28,9 graus é a inclinação em relação ao plano da órbita da Terra A matéria está disponível em PDF: https://mail.google.com/mail/u/0/h/1r0p3gc71yfg8/?view=att&th=1387b5c331721feb&attid=0.1&disp=inline&realattid=f_h4iuvqcr0&safe=1&zw (Jornal do Commercio (PE) / 10-07) Anterior1. Populismo racial, editorial da Folha de São PauloPróxima3. Zepelim cruza o céu da Europa para medir a composição e qualidade do arÍndice de Noticías