Voltar para Notícias

Futuro, artigo de Aécio Neves

27/03/2012 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81711
Aécio Neves é senador (PSDB-MG). Artigo publicado na Folha de São Paulo de hoje (26).
A comunidade científica e lideranças empresariais
se reuniram para divulgar, dias atrás, um alerta à nação. "Em Defesa da
Ciência, da Tecnologia e da Inovação" é o título do manifesto. Trata-se
de protesto público, clamoroso, contra os sistemáticos cortes que o
governo federal vem impondo à área de pesquisa, no que diz respeito ao
orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
O documento denuncia ainda que os recursos do Fundo Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vêm sofrendo
contingenciamentos regulares. Em outras palavras: ou são congelados ou
são dirigidos para outras áreas. "O desenvolvimento científico e
tecnológico do País não pode ser comprometido", diz o documento.
 
Não pedem muito os signatários. Apelam à presidente Dilma que
restabeleça a proposta original, de R$ 6,7 bilhões para o orçamento de
2012 do ministério (o corte decretado chega a R$ 1,5 bilhão) e que
preserve os recursos do FNDCT. O que setores importantes da sociedade
reivindicam é que o governo perceba a gravidade da ameaça que paira
sobre o País.
 
Governos responsáveis precisam estar comprometidos com o amanhã. A
responsabilidade de uma administração não se limita ao período para o
qual um governo foi eleito.
 
Todo governante precisa considerar o futuro como parte dos seus
compromissos. Ele não nasce do acaso. Bases seguras para o
desenvolvimento não se restringem a investimentos em infraestrutura. É
fundamental o investimento em capital humano. Inovação é o novo nome do
nosso tempo.
 
Subscrevem a petição tanto a Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC), quanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as
federações estaduais de Bahia, Minas, Paraná, Rio e São Paulo, assim
como a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Nacional de
Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) e a Sociedade
Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec).
 
Está claro, portanto, que não se trata da defesa de vantagens
corporativas, mas, sim, de uma questão de amplo interesse nacional. A
indústria assumiu essa posição porque entende a importância da pesquisa
científica e da criatividade no ambiente altamente competitivo de uma
economia globalizada. Pesquisadores se mobilizam em torno dessa cobrança
porque sabem que a tecnologia e o conhecimento são a porta de entrada
no novo mundo que se organiza.
 
Ao cortar verbas do setor, o governo Dilma ignora a dimensão do
desafio que se apresenta para o País e o esforço heroico de brasileiros e
instituições em que a inteligência e a imaginação teimam em resistir.
Resistem em nome do Brasil que somos e do Brasil que ousamos querer ser.
 
Menu Principal

Minha Conta

Seu Carrinho

0 item(s)

Faça login para ver seu carrinho.

Entrar
Subtotal R$ 0,00

Frete e descontos calculados no checkout.

Finalizar Compra