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Mortalidade materna longe da meta da ONU
27/02/2012
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=81284
Taxa caiu 19% em 2011, mas é quase o dobro da meta estabelecida pela ONU.
O Ministério da Saúde (MS) dificilmente cumprirá a
meta de redução da mortalidade materna estabelecida como um dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) acertados entre o Brasil e
a Organização das Nações Unidas (ONU). Dados apresentados ontem (23)
pelo ministro Alexandre Padilha apontam que, em quase 10 anos, o País
diminuiu pouco o número de óbitos de mulheres para cada grupo de 100 mil
nascidos vivos. O compromisso com a ONU prevê, até 2015, uma queda para
35 mortes nesta mesma proporção. Em 2010, no entanto, foram 68 óbitos -
em números absolutos, foram registradas 1.617. Os dados do ano passado
ainda não foram fechados, mas a estimativa é que fiquem em 63.
Para honrar o acordo firmado com a ONU, o Ministério da Saúde teria
que garantir uma redução de 28 óbitos nos próximos três anos. Isso
significa, em média, prevenir 9,3 mortes de gestantes ao ano. Porém, o
ritmo lento da queda nos óbitos do País demonstra que os esforços da
pasta ainda são insuficientes. A Organização Pan-Americana de Saúde
(Opas) considera como "tolerável" uma taxa de mortalidade materna de 20
óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. O índice atual do Brasil é três
vezes maior. Segundo Padilha, o aumento das consultas de acompanhamento
pré-natal, a ampliação do sistema de saúde e o aumento no número de
óbitos investigados vão levar a uma redução. "Nossos esforços são para
intensificar os trabalhos da pasta e perseguir o objetivo acordado com a
ONU", disse o ministro.
Segundo classificação do ministério, há dois tipos de causas de
mortalidade materna: as diretas e as indiretas. As diretas são resultado
de complicações ou estados que só ocorrem na gravidez, como
pré-eclampsia, eclampsia, transtornos hipertensivos, hemorragia
pós-parto, desprendimento prematuro da placenta e abortos. As causas
indiretas são resultantes de doenças pré-existentes ou que se
desenvolveram durante a gravidez, como enfermidades cardíacas, câncer e
lúpus. Padilha afirmou que 80% dos óbitos registrados em gestantes são
devidas às causas diretas, enquanto 20% são de causas indiretas.
O Nordeste e o Sudeste concentram o maior número de mortes maternas.
Das 1.617 mortes notificadas em 2010, 1.106 ocorreram nas duas regiões.
No Norte, foram 193, no Sul, 184, e no Centro-Oeste, 131.
(Correio Braziliense)
O Ministério da Saúde (MS) dificilmente cumprirá a
meta de redução da mortalidade materna estabelecida como um dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) acertados entre o Brasil e
a Organização das Nações Unidas (ONU). Dados apresentados ontem (23)
pelo ministro Alexandre Padilha apontam que, em quase 10 anos, o País
diminuiu pouco o número de óbitos de mulheres para cada grupo de 100 mil
nascidos vivos. O compromisso com a ONU prevê, até 2015, uma queda para
35 mortes nesta mesma proporção. Em 2010, no entanto, foram 68 óbitos -
em números absolutos, foram registradas 1.617. Os dados do ano passado
ainda não foram fechados, mas a estimativa é que fiquem em 63.
Para honrar o acordo firmado com a ONU, o Ministério da Saúde teria
que garantir uma redução de 28 óbitos nos próximos três anos. Isso
significa, em média, prevenir 9,3 mortes de gestantes ao ano. Porém, o
ritmo lento da queda nos óbitos do País demonstra que os esforços da
pasta ainda são insuficientes. A Organização Pan-Americana de Saúde
(Opas) considera como "tolerável" uma taxa de mortalidade materna de 20
óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. O índice atual do Brasil é três
vezes maior. Segundo Padilha, o aumento das consultas de acompanhamento
pré-natal, a ampliação do sistema de saúde e o aumento no número de
óbitos investigados vão levar a uma redução. "Nossos esforços são para
intensificar os trabalhos da pasta e perseguir o objetivo acordado com a
ONU", disse o ministro.
Segundo classificação do ministério, há dois tipos de causas de
mortalidade materna: as diretas e as indiretas. As diretas são resultado
de complicações ou estados que só ocorrem na gravidez, como
pré-eclampsia, eclampsia, transtornos hipertensivos, hemorragia
pós-parto, desprendimento prematuro da placenta e abortos. As causas
indiretas são resultantes de doenças pré-existentes ou que se
desenvolveram durante a gravidez, como enfermidades cardíacas, câncer e
lúpus. Padilha afirmou que 80% dos óbitos registrados em gestantes são
devidas às causas diretas, enquanto 20% são de causas indiretas.
O Nordeste e o Sudeste concentram o maior número de mortes maternas.
Das 1.617 mortes notificadas em 2010, 1.106 ocorreram nas duas regiões.
No Norte, foram 193, no Sul, 184, e no Centro-Oeste, 131.
(Correio Braziliense)