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Pesquisar, formar professores, construir escolas para assegurar o direito das crianças
01/08/2008
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10969
<P>A educação infantil nas áreas rurais do país carece de professores com formação adequada, de infra-estrutura, de uma política que respeite a diversidade do campo. E precisa ser mais pesquisada nas universidades. Esses desafios foram apresentados nesta quarta-feira, 30, no seminário Políticas Públicas de Educação Infantil no Campo, por Roseana Mendes, coordenadora geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica (SEB).</P>
<P>Roseana lembrou que a Constituição de 1988 diz que a educação infantil – que abrange a faixa etária até seis anos – é um direito da criança, dever do Estado, opção da família, mas sua oferta só começou a ganhar consistência a partir da criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2007. No campo, ela explica, a educação infantil sofre maiores limitações porque as crianças geralmente estão em classes multisseriadas junto com alunos de dez a 12 anos, os professores não têm formação apropriada, e o parâmetro de referência é a educação infantil urbana.</P>
<P>Mesmo com essas dificuldades reconhecidas pelo poder público, a coordenadora diz que a educação infantil vive um momento importante, porque as famílias e os movimentos sociais procuram e exigem a oferta de creches e de pré-escolas e os sistemas estão se organizando para atender as demandas.</P>
<P>Para a educadora Ana Paula Soares, do Centro de Educação Infantil da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, a educação infantil começou a se consolidar a partir de 1980, mas ainda hoje é “o grande nó” na área urbana e mais ainda no campo. Entre os “nós” estão os ambientes precários para educação infantil, a falta de formação dos profissionais e de currículo referencial. Sobre a ausência de pesquisa, Ana Paula dá um exemplo: dos 157 trabalhos produzidos em 2007 pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), apenas um tratou da educação do campo.</P>
<P>A educação infantil em tempo integral também está distante da realidade nos bairros e no campo. Em Ribeirão Preto, relata, as mães da periferia colocam as crianças meio período na creche, meio período com a mãe crecheira (que é paga) e têm que arrumar uma faxina para fazer aos sábados para pagar o segundo turno da creche. </P>
<P>Entre as possibilidades de mudanças, Ana Paula sugere a elaboração de um banco de experiências sobre educação no campo, de ribeirinhos, indígenas e quilombolas; a abertura de uma frente de pesquisas sobre como a política de educação infantil se articula com a educação no campo. Já os educadores do Movimento dos Sem Terra (MST) sugerem mudanças no currículo dos cursos de pedagogia para que a visão da educação no campo seja considerada, além de oferta de estágios aos professores em escolas rurais.</P>
<P>Ionice Lorenzoni</P>
<P>Leia mais...<BR><A title=link href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10966"><FONT size=1>Educação infantil no campo em debate</FONT></A><BR><A title=link href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10970"><FONT size=1>Não existem creches na zona rural</FONT></A></P>
<P><A href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10969"><FONT size=1>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10969</FONT></A><BR></P>
<P>Roseana lembrou que a Constituição de 1988 diz que a educação infantil – que abrange a faixa etária até seis anos – é um direito da criança, dever do Estado, opção da família, mas sua oferta só começou a ganhar consistência a partir da criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em 2007. No campo, ela explica, a educação infantil sofre maiores limitações porque as crianças geralmente estão em classes multisseriadas junto com alunos de dez a 12 anos, os professores não têm formação apropriada, e o parâmetro de referência é a educação infantil urbana.</P>
<P>Mesmo com essas dificuldades reconhecidas pelo poder público, a coordenadora diz que a educação infantil vive um momento importante, porque as famílias e os movimentos sociais procuram e exigem a oferta de creches e de pré-escolas e os sistemas estão se organizando para atender as demandas.</P>
<P>Para a educadora Ana Paula Soares, do Centro de Educação Infantil da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, a educação infantil começou a se consolidar a partir de 1980, mas ainda hoje é “o grande nó” na área urbana e mais ainda no campo. Entre os “nós” estão os ambientes precários para educação infantil, a falta de formação dos profissionais e de currículo referencial. Sobre a ausência de pesquisa, Ana Paula dá um exemplo: dos 157 trabalhos produzidos em 2007 pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped), apenas um tratou da educação do campo.</P>
<P>A educação infantil em tempo integral também está distante da realidade nos bairros e no campo. Em Ribeirão Preto, relata, as mães da periferia colocam as crianças meio período na creche, meio período com a mãe crecheira (que é paga) e têm que arrumar uma faxina para fazer aos sábados para pagar o segundo turno da creche. </P>
<P>Entre as possibilidades de mudanças, Ana Paula sugere a elaboração de um banco de experiências sobre educação no campo, de ribeirinhos, indígenas e quilombolas; a abertura de uma frente de pesquisas sobre como a política de educação infantil se articula com a educação no campo. Já os educadores do Movimento dos Sem Terra (MST) sugerem mudanças no currículo dos cursos de pedagogia para que a visão da educação no campo seja considerada, além de oferta de estágios aos professores em escolas rurais.</P>
<P>Ionice Lorenzoni</P>
<P>Leia mais...<BR><A title=link href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10966"><FONT size=1>Educação infantil no campo em debate</FONT></A><BR><A title=link href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10970"><FONT size=1>Não existem creches na zona rural</FONT></A></P>
<P><A href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10969"><FONT size=1>http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10969</FONT></A><BR></P>