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Cemaden começa a operar 24 horas
20/12/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80577
Mercadante
informou que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres
Naturais passa a atuar com 36 profissionais, integrando dados
meteorológicos de diversas fontes.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres
Naturais (Cemaden) começou a operar em esquema de plantão (24 horas)
neste sábado (17). O centro está instalado no campus do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP), e
atua, de forma integrada, com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos
Climáticos (CPTEC/Inpe), contribuindo para o aperfeiçoamento de todo o
sistema de alerta e prevenção de riscos.
O monitoramento é feito por meio da análise de informações de
diversas fontes. Com base em previsões meteorológicas do CPTEC/Inpe,
estão sendo integrados ao sistema dados do Instituto Nacional de
Meteorologia do Brasil (Inmet), do Ministério da Agricultura, e
informações de radares meteorológicos existentes no Brasil (da
Aeronáutica e dos estados).
Diante do agravamento dos eventos climáticos em todo o mundo, Aloizio
Mercadante informou que o ministério tem se empenhado para construir um
sistema avançado e eficiente de monitoramento de risco e alertas de
desastres naturais, a exemplo do que fizeram, neste ano, países como a
Índia e a Colômbia. O objetivo é reduzir o número de vítimas humanas
decorrentes dos impactos dos desastres naturais no Brasil.
Desde o início da operação, foram contratados cinco especialistas de
alto nível e 20 bolsistas em áreas estratégicas. Com o serviço ampliado
neste sábado, o grupo passará a atuar com 36 profissionais. Encontra-se
em fase final a contratação, através de concurso público simplificado,
de 75 técnicos em desastres naturais, geotecnia, hidrologia e
meteorologia.
Segundo o ministro, um dos grandes desafios para a operação do
sistema é ter o mapeamento geotécnico das regiões de risco, diante da
carência de geólogos disponíveis no país para o serviço. A expectativa
do governo é mapear 251 cidades, com registros históricos de mortes por
deslizamentos e inundações, até 2014. Atualmente 56 municípios estão
mapeados nas regiões Sul e Sudeste e 34 no Nordeste (estes entram no
sistema a partir de janeiro).
Resultado - Mercadante apontou situações em que o
sistema mostrou o seu potencial e sua eficácia desde meados deste ano,
como em setembro, com alerta para o Vale do Itajaí (SC), e no dia 6
último, quando foi feito um alerta de risco moderado para a Grande
Vitória (ES).
Em Santa Catarina, 900 mil pessoas foram atingidas e 200 mil
desalojadas, sem registro de mortes diretamente por conta das
inundações. "Em 2008, morreram 187 pessoas [em SC]. Não é que nós vamos
salvar, nós estamos salvando", comparou o ministro, elogiando o trabalho
da defesa civil local.
(Ascom do MCTI)
informou que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres
Naturais passa a atuar com 36 profissionais, integrando dados
meteorológicos de diversas fontes.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres
Naturais (Cemaden) começou a operar em esquema de plantão (24 horas)
neste sábado (17). O centro está instalado no campus do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em Cachoeira Paulista (SP), e
atua, de forma integrada, com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos
Climáticos (CPTEC/Inpe), contribuindo para o aperfeiçoamento de todo o
sistema de alerta e prevenção de riscos.
O monitoramento é feito por meio da análise de informações de
diversas fontes. Com base em previsões meteorológicas do CPTEC/Inpe,
estão sendo integrados ao sistema dados do Instituto Nacional de
Meteorologia do Brasil (Inmet), do Ministério da Agricultura, e
informações de radares meteorológicos existentes no Brasil (da
Aeronáutica e dos estados).
Diante do agravamento dos eventos climáticos em todo o mundo, Aloizio
Mercadante informou que o ministério tem se empenhado para construir um
sistema avançado e eficiente de monitoramento de risco e alertas de
desastres naturais, a exemplo do que fizeram, neste ano, países como a
Índia e a Colômbia. O objetivo é reduzir o número de vítimas humanas
decorrentes dos impactos dos desastres naturais no Brasil.
Desde o início da operação, foram contratados cinco especialistas de
alto nível e 20 bolsistas em áreas estratégicas. Com o serviço ampliado
neste sábado, o grupo passará a atuar com 36 profissionais. Encontra-se
em fase final a contratação, através de concurso público simplificado,
de 75 técnicos em desastres naturais, geotecnia, hidrologia e
meteorologia.
Segundo o ministro, um dos grandes desafios para a operação do
sistema é ter o mapeamento geotécnico das regiões de risco, diante da
carência de geólogos disponíveis no país para o serviço. A expectativa
do governo é mapear 251 cidades, com registros históricos de mortes por
deslizamentos e inundações, até 2014. Atualmente 56 municípios estão
mapeados nas regiões Sul e Sudeste e 34 no Nordeste (estes entram no
sistema a partir de janeiro).
Resultado - Mercadante apontou situações em que o
sistema mostrou o seu potencial e sua eficácia desde meados deste ano,
como em setembro, com alerta para o Vale do Itajaí (SC), e no dia 6
último, quando foi feito um alerta de risco moderado para a Grande
Vitória (ES).
Em Santa Catarina, 900 mil pessoas foram atingidas e 200 mil
desalojadas, sem registro de mortes diretamente por conta das
inundações. "Em 2008, morreram 187 pessoas [em SC]. Não é que nós vamos
salvar, nós estamos salvando", comparou o ministro, elogiando o trabalho
da defesa civil local.
(Ascom do MCTI)