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Setor privado vai financiar 26 mil bolsistas no exterior

14/12/2011 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80496
Autoridades
do Executivo esperam que hoje, em cerimônia a ser realizada no Palácio
do Planalto, representantes de empresas dos mais diversos setores
anunciem ajuda financeira de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.
Após meses de negociações, o governo federal
conseguiu mobilizar o empresariado para impulsionar o programa Ciência
Sem Fronteiras. Autoridades do Executivo esperam que hoje, em cerimônia a
ser realizada no Palácio do Planalto, representantes de empresas dos
mais diversos setores anunciem ajuda financeira de aproximadamente R$
1,3 bilhão para bancar 26 mil bolsistas brasileiros no exterior até o
fim de 2014.
 
Em julho, quando foi lançado, o programa previa que o governo
bancaria 75 mil bolsas e a iniciativa privada outras 25 mil. Mas, na
avaliação da presidente Dilma Rousseff, a ajuda dos empresários - que
agora deve superar o estimado inicialmente - estava demorando a sair.
Para mudar esse cenário, Dilma pediu à ministra da Casa Civil, Gleisi
Hoffmann, e aos ministros da Educação e da Ciência e Tecnologia que
cobrassem o apoio do empresariado.
 
Até ontem, o governo federal previa a adesão ao Ciência Sem
Fronteiras da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), da Associação Brasileira da Infraestrutura
e Indústrias de Base (Abdib), além da Petrobras, Eletrobras e Vale. A
operacionalização do programa ficará sob a responsabilidade da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 
O objetivo do programa é qualificar profissionais nas áreas de exatas
e outras ciências aplicadas, como engenharia, física, química,
biologia, geociências, biomedicina, computação e tecnologia da
informação, tecnologia aeroespacial, fármacos, produção agrícola
sustentável, petróleo, gás e carvão mineral, energias renováveis,
tecnologia mineral, biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias de
prevenção e mitigação de desastres naturais, ciências do mar e indústria
criativa. Serão oferecidas bolsas a estudantes de graduação, mestrado,
doutorado, pós-doutorado, pesquisadores e também para a formação de
tecnólogos.
 
As metas da Capes e do CNPq já foram definidas, de acordo com o
calendário do programa. Ligada ao Ministério da Educação, a Capes
oferecerá 3,4 mil bolsas neste ano. A previsão para 2012, 2013 e 2014 é
de, respectivamente, 10,2 mil, 12,2 mil e 14, 2 mil bolsas. Já o CNPq,
órgão subordinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,
oferecerá 3.890 bolsas neste ano, 6.140 em 2012, 10.230 em 2013 e 14.740
bolsas em 2014.
 
Nos últimos meses, enquanto a Casa Civil, os ministérios da Educação e
Ciência e Tecnologia e até mesmo a presidente Dilma pressionavam os
empresários, Capes e CNPq articulavam, com diplomatas e representantes
de universidades estrangeiras, parcerias para tirar o Ciência Sem
Fronteiras do papel. Até agora, estavam mais avançadas as conversas com
instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e
Canadá.
 
No mês passado, integrantes da cúpula da Capes se reuniram com
representantes da Academia Chinesa de Engenharia, do Instituto Chinês de
Ciência e Tecnologia, professores de universidades chinesas e
empresários do setor de tecnologia sobre o programa.
(Valor Econômico)
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