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Pré-teste é fase mais preocupante do Enem, diz Haddad
25/11/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80235
Na avaliação
do ministro, outras etapas do processo estão "bem amarradas", como a
logística de distribuição e produção das provas. Segundo ele, o problema
está na aplicação, quando entra o "fator humano".
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse
ontem (23) em audiência na Câmara dos Deputados, que a aplicação do
pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a parte mais
preocupante do processo de elaboração e aplicação da prova. Ele foi
convocado pela Comissão de Finanças e Tributação da Casa para prestar
esclarecimentos sobre o aumento dos custos do Enem.
Na edição deste ano, alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE),
tiveram acesso prévio a 14 perguntas por meio de uma apostila
distribuída pela escola dias antes da aplicação do Enem. De acordo com o
MEC, o vazamento ocorreu na fase de pré-testes do exame, da qual a
escola participou em outubro de 2010. A Polícia Federal investiga o caso
e segundo Haddad há "fortes indícios" de que um professor do cursinho
da mesma instituição foi o responsável pelo vazamento. Os alunos do
Christus que participaram do Enem tiveram essas questões anuladas.
O pré-teste dos itens é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep) para avaliar se as questões em análise são
válidas e qual é o grau de dificuldade. Depois de aprovadas, elas são
incluídas em um banco de itens utilizado para montar a prova. Os
cadernos de aplicação do pré-testes devem ser devolvidos aos fiscais no
fim da prova e não podem ser retidos pelas instituições de ensino.
Na avaliação de Haddad, outras etapas do processo estão "bem
amarradas", como a logística de distribuição e produção das provas.
Segundo ele, o problema está na aplicação, quando entra o "fator
humano". O ministro defendeu que qualquer pessoa que tente fraudar o
exame precisa ser "punida exemplarmente".
Para o ministro, o fato de que as notas do Enem são ranqueadas e
utilizadas pelas escolas para fins publicitários, aumenta "a ambição por
conhecer esses itens". "Acho que foi isso que aconteceu em Fortaleza.
Alguém querendo mostrar serviço colocou os alunos nessa situação. E
alunos que não precisavam daquela ajuda".
O ministro foi duramente criticado por parlamentares da oposição
sobre os erros ocorridos nas últimas edições do exame. Ele disse que as
falhas fazem parte de qualquer grande teste e comparou o Enem a outras
provas como o americano SAT. Líder do PSDB na Câmara, o deputado Duarte
Nogueira (SP) questionou o ministro sobre "quantos seriam os erros do
próximo Enem".
(Agência Brasil)
do ministro, outras etapas do processo estão "bem amarradas", como a
logística de distribuição e produção das provas. Segundo ele, o problema
está na aplicação, quando entra o "fator humano".
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse
ontem (23) em audiência na Câmara dos Deputados, que a aplicação do
pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a parte mais
preocupante do processo de elaboração e aplicação da prova. Ele foi
convocado pela Comissão de Finanças e Tributação da Casa para prestar
esclarecimentos sobre o aumento dos custos do Enem.
Na edição deste ano, alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE),
tiveram acesso prévio a 14 perguntas por meio de uma apostila
distribuída pela escola dias antes da aplicação do Enem. De acordo com o
MEC, o vazamento ocorreu na fase de pré-testes do exame, da qual a
escola participou em outubro de 2010. A Polícia Federal investiga o caso
e segundo Haddad há "fortes indícios" de que um professor do cursinho
da mesma instituição foi o responsável pelo vazamento. Os alunos do
Christus que participaram do Enem tiveram essas questões anuladas.
O pré-teste dos itens é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep) para avaliar se as questões em análise são
válidas e qual é o grau de dificuldade. Depois de aprovadas, elas são
incluídas em um banco de itens utilizado para montar a prova. Os
cadernos de aplicação do pré-testes devem ser devolvidos aos fiscais no
fim da prova e não podem ser retidos pelas instituições de ensino.
Na avaliação de Haddad, outras etapas do processo estão "bem
amarradas", como a logística de distribuição e produção das provas.
Segundo ele, o problema está na aplicação, quando entra o "fator
humano". O ministro defendeu que qualquer pessoa que tente fraudar o
exame precisa ser "punida exemplarmente".
Para o ministro, o fato de que as notas do Enem são ranqueadas e
utilizadas pelas escolas para fins publicitários, aumenta "a ambição por
conhecer esses itens". "Acho que foi isso que aconteceu em Fortaleza.
Alguém querendo mostrar serviço colocou os alunos nessa situação. E
alunos que não precisavam daquela ajuda".
O ministro foi duramente criticado por parlamentares da oposição
sobre os erros ocorridos nas últimas edições do exame. Ele disse que as
falhas fazem parte de qualquer grande teste e comparou o Enem a outras
provas como o americano SAT. Líder do PSDB na Câmara, o deputado Duarte
Nogueira (SP) questionou o ministro sobre "quantos seriam os erros do
próximo Enem".
(Agência Brasil)