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Governo prevê apresentar estratégia para conservação da biodiversidade na Rio+20
08/11/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79991
O Ministério
do Meio Ambiente quer apresentar na Conferência das Nações Unidas sobre
o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) a estratégia nacional para a
conservação e uso sustentável da diversidade biológica, elaborada a
partir de uma série de diálogos com a sociedade brasileira - denominados
"Diálogos sobre a Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira
para 2020".
A afirmativa é de Braulio de Souza Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério, em entrevista ao Jornal da Ciência.
O objetivo da proposta é o de fazer frente às metas globais, conhecidas
como Metas de Aichi, acordadas entre 193 países em Nagoia, na província
de Aichi (Japão), em 2010.
Pelo acordo internacional, o prazo para os países signatários
apresentarem suas estratégias é até outubro de 2012, antes da 11ª
Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 11
da CDB), na Índia. O Brasil quer adiantar a apresentação de sua
estratégia de conservação da biodiversidade para aproveitar a relevância
da Rio +20.
"Tomamos a decisão interna de apresentar as propostas até a Rio + 20
pela relevância do evento que envolve governança ambiental, combate à
pobreza e economia verde", disse Braulio.
Colaboração da comunidade científica - Para a
elaboração da proposta nacional, o ministério, juntamente com entidades
parceiras, como WWF-Brasil, União Internacional de Conservação da
Natureza (IUCN) e o Instituto Ipê, vem colhendo, desde abril deste ano,
sugestões de especialistas de vários setores da sociedade. Essas serão
consolidadas e colocadas em consultas públicas no site do MMA no início
de 2012.
O próximo encontro será com a comunidade científica, nos dias 17 e 18
deste mês, em Brasília, em parceria com a Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência (SBPC). As reuniões com o setor privado ocorreram
em duas etapas, em 3 e 4 de agosto e em 31 de outubro; com ONGs, em 26 e
27 de setembro; e com as lideranças indígenas, em 19 do mês passado.
Segundo o secretário, os setores que já deram suas sugestões esperam
que a comunidade científica contribua com a definição de metas
quantitativas. Por exemplo, aguardam que cientistas e pesquisadores
sugiram percentuais ideais para a redução do desmatamento para 2020.
Depois da reunião com a comunidade científica, os organizadores da
estratégia nacional para a conservação da biodiversidade, encabeçados
pelo MMA, se reunirão, por último, com representantes dos governos
federal e estadual, evento inicialmente agendado para a primeira semana
de dezembro.
"Vamos consolidar as propostas e colocá-las todas em consulta
pública. A partir de fevereiro pretendemos fazer uma reunião para a
proposta final, com representantes dos vários setores", adiantou.
A estratégia brasileira, segundo o secretário, é apoiada também pelo
governo britânico que oferece recursos financeiros, em parte, para
fomentar pesquisas e o mapeamento da biodiversidade brasileira.
(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência / Com a colaboração de Beatriz Bulhões, articuladora da SBPC)
do Meio Ambiente quer apresentar na Conferência das Nações Unidas sobre
o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) a estratégia nacional para a
conservação e uso sustentável da diversidade biológica, elaborada a
partir de uma série de diálogos com a sociedade brasileira - denominados
"Diálogos sobre a Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira
para 2020".
A afirmativa é de Braulio de Souza Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do ministério, em entrevista ao Jornal da Ciência.
O objetivo da proposta é o de fazer frente às metas globais, conhecidas
como Metas de Aichi, acordadas entre 193 países em Nagoia, na província
de Aichi (Japão), em 2010.
Pelo acordo internacional, o prazo para os países signatários
apresentarem suas estratégias é até outubro de 2012, antes da 11ª
Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 11
da CDB), na Índia. O Brasil quer adiantar a apresentação de sua
estratégia de conservação da biodiversidade para aproveitar a relevância
da Rio +20.
"Tomamos a decisão interna de apresentar as propostas até a Rio + 20
pela relevância do evento que envolve governança ambiental, combate à
pobreza e economia verde", disse Braulio.
Colaboração da comunidade científica - Para a
elaboração da proposta nacional, o ministério, juntamente com entidades
parceiras, como WWF-Brasil, União Internacional de Conservação da
Natureza (IUCN) e o Instituto Ipê, vem colhendo, desde abril deste ano,
sugestões de especialistas de vários setores da sociedade. Essas serão
consolidadas e colocadas em consultas públicas no site do MMA no início
de 2012.
O próximo encontro será com a comunidade científica, nos dias 17 e 18
deste mês, em Brasília, em parceria com a Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência (SBPC). As reuniões com o setor privado ocorreram
em duas etapas, em 3 e 4 de agosto e em 31 de outubro; com ONGs, em 26 e
27 de setembro; e com as lideranças indígenas, em 19 do mês passado.
Segundo o secretário, os setores que já deram suas sugestões esperam
que a comunidade científica contribua com a definição de metas
quantitativas. Por exemplo, aguardam que cientistas e pesquisadores
sugiram percentuais ideais para a redução do desmatamento para 2020.
Depois da reunião com a comunidade científica, os organizadores da
estratégia nacional para a conservação da biodiversidade, encabeçados
pelo MMA, se reunirão, por último, com representantes dos governos
federal e estadual, evento inicialmente agendado para a primeira semana
de dezembro.
"Vamos consolidar as propostas e colocá-las todas em consulta
pública. A partir de fevereiro pretendemos fazer uma reunião para a
proposta final, com representantes dos vários setores", adiantou.
A estratégia brasileira, segundo o secretário, é apoiada também pelo
governo britânico que oferece recursos financeiros, em parte, para
fomentar pesquisas e o mapeamento da biodiversidade brasileira.
(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência / Com a colaboração de Beatriz Bulhões, articuladora da SBPC)