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Falta de sócio local adia produção de iPad, diz ministro
28/09/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79445
Segundo Mercadante, as empresas locais do setor de tecnologia não têm "musculatura" para arcar com o investimento.
Um dos principais problemas para a implantação da
fábrica para a montagem no Brasil do computador tablet iPad, da Apple, é
encontrar um sócio brasileiro capacitado, afirmou ontem (26) o ministro
da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante. Apesar dos
esforços do ministério para garantir a instalação da unidade produtiva
da Foxconn, ainda há dificuldades no projeto incluindo fornecimento de
energia, mão de obra qualificada e parceiros locais, disse Mercadante.
A expectativa oficial do ministério é que a taiwanesa Foxconn,
responsável pela fabricação do iPad para a Apple, produza o equipamento
até o final do ano na região de Jundiaí, no interior de São Paulo.
Outros aparelhos da marca, como iPhones e iPods, também deverão ser
fabricados em unidade industrial próxima. "A negociação é bastante
complexa, as condições de estrutura, tecnologia, energia, logística. É
muito complexo", disse o ministro a jornalistas após falar em um
seminário sobre inovação e tecnologia em São Paulo.
"Qual é a maior dificuldade? São os sócios brasileiros", disse ele
durante sua apresentação. "É uma exigência ter sócios brasileiros. Na
área de tecnologia os sócios que nós temos não têm musculatura
financeira para investimentos próximos a esse valor", disse ele.
O valor a que ele se referia são os estimados US$ 12 bilhões que
devem ser aplicados no empreendimento, mas ele acrescentou que não é
"exatamente" esse valor a ser investido no projeto, mas um montante
"próximo". Especialistas do setor insistem, porém, que a fábrica
consumiria um valor bem menor do que o divulgado pelo governo.
Mercadante tentou afastar especulações de que a montagem local do
produto pode ser adiada, afirmando que, apesar da complexidade do tema,
as negociações estão "avançadas" e que está "otimista" com o resultado.
Ele afirmou não poder dar detalhes por ter um acordo de sigilo com as
partes envolvidas.
O ministro disse ainda que o governo cumpriu a promessa de ter
tablets feitos no País sob o novo regime de incentivos para a produção
local do equipamento, citando como exemplo Samsung, Motorola e Positivo
Informática - esta última lançou oficialmente seu tablet na semana
passada.
Inovação - Uma das principais metas agora do
ministério é atrair empresas para produzir telas sensíveis ao toque no
Brasil, o que representaria um marco para o País, disse Mercadante.
Nenhum país ocidental possui fábricas desses equipamentos, segundo o
ministro - por enquanto, a produção está concentrada na Ásia. O governo
também que atrair a iniciativa privada para fabricação de
semicondutores.
(O Estado de São Paulo)
Um dos principais problemas para a implantação da
fábrica para a montagem no Brasil do computador tablet iPad, da Apple, é
encontrar um sócio brasileiro capacitado, afirmou ontem (26) o ministro
da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante. Apesar dos
esforços do ministério para garantir a instalação da unidade produtiva
da Foxconn, ainda há dificuldades no projeto incluindo fornecimento de
energia, mão de obra qualificada e parceiros locais, disse Mercadante.
A expectativa oficial do ministério é que a taiwanesa Foxconn,
responsável pela fabricação do iPad para a Apple, produza o equipamento
até o final do ano na região de Jundiaí, no interior de São Paulo.
Outros aparelhos da marca, como iPhones e iPods, também deverão ser
fabricados em unidade industrial próxima. "A negociação é bastante
complexa, as condições de estrutura, tecnologia, energia, logística. É
muito complexo", disse o ministro a jornalistas após falar em um
seminário sobre inovação e tecnologia em São Paulo.
"Qual é a maior dificuldade? São os sócios brasileiros", disse ele
durante sua apresentação. "É uma exigência ter sócios brasileiros. Na
área de tecnologia os sócios que nós temos não têm musculatura
financeira para investimentos próximos a esse valor", disse ele.
O valor a que ele se referia são os estimados US$ 12 bilhões que
devem ser aplicados no empreendimento, mas ele acrescentou que não é
"exatamente" esse valor a ser investido no projeto, mas um montante
"próximo". Especialistas do setor insistem, porém, que a fábrica
consumiria um valor bem menor do que o divulgado pelo governo.
Mercadante tentou afastar especulações de que a montagem local do
produto pode ser adiada, afirmando que, apesar da complexidade do tema,
as negociações estão "avançadas" e que está "otimista" com o resultado.
Ele afirmou não poder dar detalhes por ter um acordo de sigilo com as
partes envolvidas.
O ministro disse ainda que o governo cumpriu a promessa de ter
tablets feitos no País sob o novo regime de incentivos para a produção
local do equipamento, citando como exemplo Samsung, Motorola e Positivo
Informática - esta última lançou oficialmente seu tablet na semana
passada.
Inovação - Uma das principais metas agora do
ministério é atrair empresas para produzir telas sensíveis ao toque no
Brasil, o que representaria um marco para o País, disse Mercadante.
Nenhum país ocidental possui fábricas desses equipamentos, segundo o
ministro - por enquanto, a produção está concentrada na Ásia. O governo
também que atrair a iniciativa privada para fabricação de
semicondutores.
(O Estado de São Paulo)