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Seca de 2010 na Amazônia foi a mais drástica desde 1902
31/01/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79059
Estudo do Inpe conclui que seca de 2010 supera também a de 2005, que até então era considerada a maior do século.
Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) concluíram em um estudo, publicado na revista
Geophysical Research Letters, que a seca de 2010 na Amazônia foi a mais
drástica já registrada desde 1902, superando a de 2005, que até então
era considerada a maior do século. A constatação foi feita a partir da
análise de uma série histórica de dados de pluviosidade na região da
bacia amazônica, com medições desde 1902.
Os resultados do estudo apontam que o processo teve início no começo
do verão, durante o El Niño (um processo natural de aquecimento das
águas do Pacífico), mas foi intensificado pelo aquecimento das águas
tropicais do Atlântico Norte. Em função disso, se originou uma estação
seca que se estendeu por muitos meses, ocasionando alterações no ciclo
hidrológico.
Como consequência desse processo, houve rebaixamento dos níveis de
água e seca completa de cursos d'água e tributários de rios na bacia
amazônica. A região sul foi a mais afetada. O fenômeno causou graves
problemas socioambientais, especialmente às populações ribeirinhas, que
ficaram isoladas por dependerem dos rios para seu deslocamento.
Em outro artigo recém-publicado na revista Theoretical Applied
Climatology, pesquisadores do Inpe apresentaram os resultados de um
amplo estudo sobre as inundações na Amazônia e Nordeste do Brasil,
ocorridas no período de maio a julho de 2009. O fenômeno provocou mortes
e deixou milhares de famílias desabrigadas. O trabalho demonstra que
essas chuvas torrenciais foram as mais intensas e duradouras já
registradas.
O rio Negro, principal tributário do rio Amazonas, atingiu seu maior
nível em 107 anos. Os autores concluíram que o evento foi resultado de
uma conjuntura de fatores meteorológicos, especialmente o aquecimento
acima do normal das águas superficiais do Atlântico Sul - aspecto
importante para a explicação das chuvas abundantes em vastas regiões do
leste amazônico e Nordeste do país.
Os pesquisadores destacaram também que esses episódios extremos,
assim como a seca duradoura ocorrida no ano de 2010 na bacia amazônica,
reforçam a hipótese de que anomalias no regime pluviométrico e de
temperatura serão mais frequentes em cenários futuros de mudanças
climáticas. Entre os autores dos estudos está José Antônio Marengo
Orsini, chefe do Centro de Sistema Terrestre do Inpe.
(Agência Fapesp)
Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe) concluíram em um estudo, publicado na revista
Geophysical Research Letters, que a seca de 2010 na Amazônia foi a mais
drástica já registrada desde 1902, superando a de 2005, que até então
era considerada a maior do século. A constatação foi feita a partir da
análise de uma série histórica de dados de pluviosidade na região da
bacia amazônica, com medições desde 1902.
Os resultados do estudo apontam que o processo teve início no começo
do verão, durante o El Niño (um processo natural de aquecimento das
águas do Pacífico), mas foi intensificado pelo aquecimento das águas
tropicais do Atlântico Norte. Em função disso, se originou uma estação
seca que se estendeu por muitos meses, ocasionando alterações no ciclo
hidrológico.
Como consequência desse processo, houve rebaixamento dos níveis de
água e seca completa de cursos d'água e tributários de rios na bacia
amazônica. A região sul foi a mais afetada. O fenômeno causou graves
problemas socioambientais, especialmente às populações ribeirinhas, que
ficaram isoladas por dependerem dos rios para seu deslocamento.
Em outro artigo recém-publicado na revista Theoretical Applied
Climatology, pesquisadores do Inpe apresentaram os resultados de um
amplo estudo sobre as inundações na Amazônia e Nordeste do Brasil,
ocorridas no período de maio a julho de 2009. O fenômeno provocou mortes
e deixou milhares de famílias desabrigadas. O trabalho demonstra que
essas chuvas torrenciais foram as mais intensas e duradouras já
registradas.
O rio Negro, principal tributário do rio Amazonas, atingiu seu maior
nível em 107 anos. Os autores concluíram que o evento foi resultado de
uma conjuntura de fatores meteorológicos, especialmente o aquecimento
acima do normal das águas superficiais do Atlântico Sul - aspecto
importante para a explicação das chuvas abundantes em vastas regiões do
leste amazônico e Nordeste do país.
Os pesquisadores destacaram também que esses episódios extremos,
assim como a seca duradoura ocorrida no ano de 2010 na bacia amazônica,
reforçam a hipótese de que anomalias no regime pluviométrico e de
temperatura serão mais frequentes em cenários futuros de mudanças
climáticas. Entre os autores dos estudos está José Antônio Marengo
Orsini, chefe do Centro de Sistema Terrestre do Inpe.
(Agência Fapesp)