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iPad brasileiro deve ficar para o ano que vem
26/08/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78993
Segundo
sindicato, ritmo de contratações e de liberação de alvará não vai
permitir a fabricação dos tablets em Jundiaí ainda em 2011.
Os tablets da Apple que deveriam ser produzidos no
Brasil ainda este semestre e chegariam ao mercado para o Natal, de
acordo com previsão feita em junho pelo ministro da Ciência e
Tecnologia, Aloizio Mercadante, vão atrasar. Segundo o diretor do
Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região, Evandro Oliveira Santos,
embora já tenham sido selecionadas 800 pessoas para trabalhar na
fábrica dos iPads, iPhones e iPods em Jundiaí, a nova unidade localizada
no quilômetro 66 da Rodovia Anhanguera ainda não está em funcionamento.
"Nós já imaginávamos isso. Os iPads produzidos aqui devem chegar ao
mercado em 2012 e não este ano", afirmou. "A fábrica já está
selecionando e vai começar a contratar", disse o sindicalista.
A expectativa do sindicato é de que 3 mil pessoas sejam contratadas. O
investimento anunciado pela multinacional taiwanesa no Brasil, durante
visita da presidente Dilma Rousseff à China em abril, foi de R$ 12
bilhões. A assessoria de imprensa da Foxconn manteve o discurso de que
não se pronunciará sobre o assunto e que as informações divulgadas não
são oficiais.
A Foxconn já possui licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental (Cetesb) para instalação e já existe movimentação no local
escolhido para a realização da obra do galpão que abrigará a produção de
tablets e smartphones. A Prefeitura informou, que o pedido de alvará
para funcionamento do novo galpão da Foxconn foi feito em 14 de julho,
mas ainda não foi liberado pela administração, que aguarda parte da
documentação.
Treinamento - Segundo o sindicalista, as pessoas
recrutadas em agosto serão contratadas em setembro e passarão por um
treinamento. "Nesta quinta-feira vamos discutir em uma reunião com
representantes da Foxconn as condições básicas para esses trabalhadores:
piso salarial inicial superior a R$1 mil, transporte fretado, refeição,
vale-cesta básica, assistência médica e a jornada de trabalho e de
compensação", informou. O sindicato vai se basear nos benefícios que os
trabalhadores da unidade da Foxconn já instalada em Jundiaí, às margens
da Rodovia dos Bandeirantes, possuem.
A Foxconn é hoje a maior fabricante de computadores e componentes
eletrônicos do mundo. Ela está em14 países e a expectativa é de
alcançar, em 2011, a marca de 1,3 milhão de empregados. No Brasil, a
unidade que mais emprega é a de Jundiaí. A planta que produz para as
marcas Dell, HP e Sony tem 3.200 colaboradores. Em Indaiatuba, 800
funcionários trabalham na manufatura dos celulares Sony Ericsson. Em
Manaus, onde é fabricada a linha Sony Cyber-Shot de máquinas
fotográficas, a equipe tem 250 pessoas. Em Santa Rita do Sapucaí, 500
funcionários produzem as placas-mãe da HP e, em Sorocaba, a unidade de
cartuchos da HP gera mais 50 vagas.
Negociações da Foxconn com o governo não avançam - As
negociações da Foxconn com o governo brasileiro ainda se arrastam, e os
primeiros iPads "made in Brazil" serão apenas montados no País, com 80%
do conteúdo vindo de fora, inclusive a tela TFT, de maior conteúdo
tecnológico do aparelho. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, a Foxconn
negocia a construção de duas fábricas no País para produção das telas,
mas o local das unidades ainda não foi definido.
Nos bastidores, técnicos do governo admitem que o investimento da
Foxconn pode cair para US$ 10 bilhões, abaixo dos US$ 12 bilhões
anunciados pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio
Mercadante, em abril. A redução não afetaria os planos da companhia de
desenvolver as telas no País e possivelmente exportar parte da produção,
dizem fontes do governo.
A empresa, que já possui cinco fábricas no País, chegou a propor que o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fosse
sócio majoritário do negócio, bancando a maior parte do investimento,
mas a instituição não topou. O BNDES continua dialogando com a Foxconn e
pode financiar a construção das fábricas ou se tornar sócio minoritário
no empreendimento. Além do banco estatal de fomento, a empresa
taiwanesa tem mantido encontros com empresas brasileiras interessadas em
firmar parceria na fábrica de telas e com o Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (INPI), para definir como se dará a transferência
de tecnologia.
Conhecidas como telas planas de filme fino, as TFT (thin film
technology) são fabricadas por robôs em ambientes especiais e possuem
componentes eletrônicos em cada pixel, a menor unidade de cor e forma no
monitor. A Foxconn também discute com quatro estados, entre eles São
Paulo, onde serão localizadas as duas novas fábricas. Segundo fontes, a
empresa busca locais com eficiência no fornecimento de energia e conexão
de banda larga, e fácil acesso a portos e aeroportos. Por enquanto, a
Foxconn decidiu montar apenas mais uma linha de produção em um galpão do
condomínio industrial de Jundiaí.
Procurada pela reportagem, a assessora de imprensa do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que "prosseguem
as conversas sobre uma fábrica da Foxconn no País". A pasta da Ciência e
Tecnologia e Inovação disse que sete empresas foram autorizadas a
fabricar tablets nos próximos seis meses sem pagamento de alguns
impostos.
(O Estado de São Paulo)
sindicato, ritmo de contratações e de liberação de alvará não vai
permitir a fabricação dos tablets em Jundiaí ainda em 2011.
Os tablets da Apple que deveriam ser produzidos no
Brasil ainda este semestre e chegariam ao mercado para o Natal, de
acordo com previsão feita em junho pelo ministro da Ciência e
Tecnologia, Aloizio Mercadante, vão atrasar. Segundo o diretor do
Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí e Região, Evandro Oliveira Santos,
embora já tenham sido selecionadas 800 pessoas para trabalhar na
fábrica dos iPads, iPhones e iPods em Jundiaí, a nova unidade localizada
no quilômetro 66 da Rodovia Anhanguera ainda não está em funcionamento.
"Nós já imaginávamos isso. Os iPads produzidos aqui devem chegar ao
mercado em 2012 e não este ano", afirmou. "A fábrica já está
selecionando e vai começar a contratar", disse o sindicalista.
A expectativa do sindicato é de que 3 mil pessoas sejam contratadas. O
investimento anunciado pela multinacional taiwanesa no Brasil, durante
visita da presidente Dilma Rousseff à China em abril, foi de R$ 12
bilhões. A assessoria de imprensa da Foxconn manteve o discurso de que
não se pronunciará sobre o assunto e que as informações divulgadas não
são oficiais.
A Foxconn já possui licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento
Ambiental (Cetesb) para instalação e já existe movimentação no local
escolhido para a realização da obra do galpão que abrigará a produção de
tablets e smartphones. A Prefeitura informou, que o pedido de alvará
para funcionamento do novo galpão da Foxconn foi feito em 14 de julho,
mas ainda não foi liberado pela administração, que aguarda parte da
documentação.
Treinamento - Segundo o sindicalista, as pessoas
recrutadas em agosto serão contratadas em setembro e passarão por um
treinamento. "Nesta quinta-feira vamos discutir em uma reunião com
representantes da Foxconn as condições básicas para esses trabalhadores:
piso salarial inicial superior a R$1 mil, transporte fretado, refeição,
vale-cesta básica, assistência médica e a jornada de trabalho e de
compensação", informou. O sindicato vai se basear nos benefícios que os
trabalhadores da unidade da Foxconn já instalada em Jundiaí, às margens
da Rodovia dos Bandeirantes, possuem.
A Foxconn é hoje a maior fabricante de computadores e componentes
eletrônicos do mundo. Ela está em14 países e a expectativa é de
alcançar, em 2011, a marca de 1,3 milhão de empregados. No Brasil, a
unidade que mais emprega é a de Jundiaí. A planta que produz para as
marcas Dell, HP e Sony tem 3.200 colaboradores. Em Indaiatuba, 800
funcionários trabalham na manufatura dos celulares Sony Ericsson. Em
Manaus, onde é fabricada a linha Sony Cyber-Shot de máquinas
fotográficas, a equipe tem 250 pessoas. Em Santa Rita do Sapucaí, 500
funcionários produzem as placas-mãe da HP e, em Sorocaba, a unidade de
cartuchos da HP gera mais 50 vagas.
Negociações da Foxconn com o governo não avançam - As
negociações da Foxconn com o governo brasileiro ainda se arrastam, e os
primeiros iPads "made in Brazil" serão apenas montados no País, com 80%
do conteúdo vindo de fora, inclusive a tela TFT, de maior conteúdo
tecnológico do aparelho. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, a Foxconn
negocia a construção de duas fábricas no País para produção das telas,
mas o local das unidades ainda não foi definido.
Nos bastidores, técnicos do governo admitem que o investimento da
Foxconn pode cair para US$ 10 bilhões, abaixo dos US$ 12 bilhões
anunciados pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio
Mercadante, em abril. A redução não afetaria os planos da companhia de
desenvolver as telas no País e possivelmente exportar parte da produção,
dizem fontes do governo.
A empresa, que já possui cinco fábricas no País, chegou a propor que o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fosse
sócio majoritário do negócio, bancando a maior parte do investimento,
mas a instituição não topou. O BNDES continua dialogando com a Foxconn e
pode financiar a construção das fábricas ou se tornar sócio minoritário
no empreendimento. Além do banco estatal de fomento, a empresa
taiwanesa tem mantido encontros com empresas brasileiras interessadas em
firmar parceria na fábrica de telas e com o Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (INPI), para definir como se dará a transferência
de tecnologia.
Conhecidas como telas planas de filme fino, as TFT (thin film
technology) são fabricadas por robôs em ambientes especiais e possuem
componentes eletrônicos em cada pixel, a menor unidade de cor e forma no
monitor. A Foxconn também discute com quatro estados, entre eles São
Paulo, onde serão localizadas as duas novas fábricas. Segundo fontes, a
empresa busca locais com eficiência no fornecimento de energia e conexão
de banda larga, e fácil acesso a portos e aeroportos. Por enquanto, a
Foxconn decidiu montar apenas mais uma linha de produção em um galpão do
condomínio industrial de Jundiaí.
Procurada pela reportagem, a assessora de imprensa do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que "prosseguem
as conversas sobre uma fábrica da Foxconn no País". A pasta da Ciência e
Tecnologia e Inovação disse que sete empresas foram autorizadas a
fabricar tablets nos próximos seis meses sem pagamento de alguns
impostos.
(O Estado de São Paulo)