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Brasil defenderá na Rio+20 economia verde sem miséria
23/08/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78772
Proposta foi
defendida por representantes do governo federal, na Conferência Ethos,
Empresas e Responsabilidade Social 2011, realizado pelo Instituto Ethos,
na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
A execução de políticas públicas que sejam capazes
de proteger o meio ambiente e ao mesmo tempo estimular atividades de
inclusão da população pobre na formação do Produto Interno Bruto (PIB)
será uma das principais propostas a serem encaminhadas pelo Brasil, em
novembro, à Organização das Nações Unidas (ONU) para as discussões da
Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
(Rio+20).
A proposta foi defendida ontem (9) por representantes do governo
federal, na Conferência Ethos, Empresas e Responsabilidade Social 2011,
realizado pelo Instituto Ethos, na sede da Federação do Comércio do
Estado de São Paulo.
Durante o encontro, a ministra Meio Ambiente, Izabella Teixeira,
disse que o Brasil tem mais condições do que qualquer outro lugar do
planeta de mostrar ao mundo capacidade para manter a trajetória de
crescimento econômico sem comprometer a biodiversidade. Ela cobrou
ousadia do país nos debates da conferência, destacando que "o Brasil tem
como liderar em projetos de crescimento sustentado e no desafio da
erradicação da miséria".
Para a ministra, é necessário, no entanto, criar uma lei que "dê
segurança jurídica para uma visão de políticas públicas e para o
investimento por parte do setor privado e para o financiamento de todos
aqueles que querem plantar, reflorestar e manejar". Ela acredita que o
país pode se desenvolver sem desmatamento ilegal. "Nossa proposta é
trabalhar junto com o setor privado".
Também presente ao encontro, a ministra Tereza Campello, do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, observou que apesar de o
governo ter tido êxito na política de redução da pobreza, com a retirada
de 28 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ainda existem
16,2 milhões de pessoas vivendo na miséria, com renda per capita abaixo
de R$ 70.
Ela enfatizou que esse universo de pessoas não foi favorecido com as
chances oferecidas no "apagão da mão de obra" por falta de qualificação.
E que por isto mesmo, o governo tem trabalhado para reverter este
quadro concentrado em três eixos: transferência de renda; inclusão
produtiva e ampliação do acesso aos serviços públicos."Nós temos que ir
atrás dessa população", disse.
Segundo a ministra, o governo está trabalhando em medidas para que a
agricultura familiar ganhe espaço no suprimento de produtos para o
mercado doméstico como um meio de geração de renda. No meio rural, 25%
da população estão em situação de extrema pobreza.
(Agência Brasil - 9/8)
defendida por representantes do governo federal, na Conferência Ethos,
Empresas e Responsabilidade Social 2011, realizado pelo Instituto Ethos,
na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
A execução de políticas públicas que sejam capazes
de proteger o meio ambiente e ao mesmo tempo estimular atividades de
inclusão da população pobre na formação do Produto Interno Bruto (PIB)
será uma das principais propostas a serem encaminhadas pelo Brasil, em
novembro, à Organização das Nações Unidas (ONU) para as discussões da
Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
(Rio+20).
A proposta foi defendida ontem (9) por representantes do governo
federal, na Conferência Ethos, Empresas e Responsabilidade Social 2011,
realizado pelo Instituto Ethos, na sede da Federação do Comércio do
Estado de São Paulo.
Durante o encontro, a ministra Meio Ambiente, Izabella Teixeira,
disse que o Brasil tem mais condições do que qualquer outro lugar do
planeta de mostrar ao mundo capacidade para manter a trajetória de
crescimento econômico sem comprometer a biodiversidade. Ela cobrou
ousadia do país nos debates da conferência, destacando que "o Brasil tem
como liderar em projetos de crescimento sustentado e no desafio da
erradicação da miséria".
Para a ministra, é necessário, no entanto, criar uma lei que "dê
segurança jurídica para uma visão de políticas públicas e para o
investimento por parte do setor privado e para o financiamento de todos
aqueles que querem plantar, reflorestar e manejar". Ela acredita que o
país pode se desenvolver sem desmatamento ilegal. "Nossa proposta é
trabalhar junto com o setor privado".
Também presente ao encontro, a ministra Tereza Campello, do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, observou que apesar de o
governo ter tido êxito na política de redução da pobreza, com a retirada
de 28 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ainda existem
16,2 milhões de pessoas vivendo na miséria, com renda per capita abaixo
de R$ 70.
Ela enfatizou que esse universo de pessoas não foi favorecido com as
chances oferecidas no "apagão da mão de obra" por falta de qualificação.
E que por isto mesmo, o governo tem trabalhado para reverter este
quadro concentrado em três eixos: transferência de renda; inclusão
produtiva e ampliação do acesso aos serviços públicos."Nós temos que ir
atrás dessa população", disse.
Segundo a ministra, o governo está trabalhando em medidas para que a
agricultura familiar ganhe espaço no suprimento de produtos para o
mercado doméstico como um meio de geração de renda. No meio rural, 25%
da população estão em situação de extrema pobreza.
(Agência Brasil - 9/8)