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Charles Darwin e Alfred Wallace serão lembrados na Reunião Anual da SBPC

11/07/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57230
A SBPC realiza a sua 60.ª Reunião Anual entre os dias 13 e 18 próximos, na Unicamp, em Campinas, SP <BR><BR>Uma das atividades importantes realizadas pela SBPC é a promoção de atividades de divulgação da ciência, diz o diretor de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do MCT, Ildeu Moreira.<BR><BR>“A SBPC é uma sociedade de pessoas interessadas em ciência, foi criada em 1948, e tem uma importância muito grande na vida cultural e científica brasileira, porque promove atividades de divulgação da ciência, discute os grandes rumos da ciência brasileira, e ao longo dos seus 60 anos teve um papel político importante no País, tanto na defesa da educação, da ciência, da cultura, e do meio ambiente, quanto nos momentos da ditadura ao ser um palco importante de discussão pela redemocratização nacional.”<BR><BR>Ele diz ter feito um estudo interessante desde a primeira SBPC, em 1948, que foi exatamente em Campinas, depois em Belo Horizonte (MG), e que agora retorna a Campinas. As reuniões da SBPC começaram a ser realizadas com dezenas de pessoas, depois centenas, chegando as milhares na década de 70.<BR><BR>A partir de 1974 a entidade teve acentuado crescimento em sua imagem em função do momento político que o país atravessava. Além de ciência e tecnologia, as questões políticas passaram a fazer parte da pauta de discussões.<BR><BR>A partir dos anos 1990, com a redemocratização, a SBPC continua sendo um palco relevante na divulgação da ciência, difundindo-a também entre os jovens, apresentando-lhes, com a Expociência, os desenvolvimentos alcançados pelos institutos, centros de pesquisa e pelas universidades na área científica e tecnológica, diz Ildeu.<BR><BR>Sobre sua participação na SBPC, Ildeu afirma que vai falar sobre o que os naturalistas Charles Darwin e Alfred Wallace viram no Brasil. "Ambos visitaram o país, foram influenciados pela natureza tropical, aprenderam coisas sobre a natureza, sobre a biodiversidade, sobre as plantas, sobre os animais e a influência de tudo isso sobre suas teorias na análise da origem das espécies, um problema central na biologia, e que eles resolveram", explicou.<BR><BR>Numa referência ao passado Ildeu disse que é difícil comparar a teoria de Darwin com as teorias atuais, porque foi uma teoria como poucas, e são raras as teorias realmente revolucionárias na história.<BR><BR>"A gente pode citar os trabalhos, por exemplo, na época de Galileu, de mudança de concepção de mundo, que tirou a Terra do centro do Universo, uma transformação gigantesca, e, depois, na virada do século 17, a gente tem a contribuição da física newtoniana, que contribuiu com a nova visão dos movimentos dos corpos. E, já no limiar do século 19, tem essa grande contribuição da teoria da seleção natural, que explica a origem das plantas e dos animais", diz Ildeu.<BR><BR>No estudo, Ildeu mostra que no início do século 20 outra revolução ocorreu na Física, com o surgimento da física quântica, da Teoria da Relatividade.<BR><BR>"Portanto, existem alguns momentos na história da humanidade em que transformações muito grandes ocorrem na nossa concepção de mundo. A maior parte da ciência que é feita no cotidiano dos laboratórios no Brasil e em todo o mundo se referem a teorias já consolidadas mas, evidentemente, estão sempre discutindo as possibilidades. A ciência é dinâmica, nenhuma teoria é eterna. Todas elas, em algum momento, serão substituídas por outras que sejam mais adequadas à descrição da realidade", afirmou Ildeu.<BR><FONT size=1>(Com informações da Assessoria de Comunicação do MCT)<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57230">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57230</A></FONT><BR>
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