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Obama faz apelo por união e inovação em discurso ao Congresso
27/01/2011
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=76102
Em discurso do Estado da União, presidente americano diz que é necessário investir em inovação, infraestrutura, educação, pesquisa biomédica, tecnologia da informação e energias limpas<BR><BR>
<P>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez nesta terça-feira (25/1), em seu discurso do Estado da União, um apelo por inovação e união para que o país consiga gerar empregos e enfrentar os desafios futuros de uma economia global em transformação.</P>
<P>Diante da nova divisão de poder no Congresso, com os republicanos agora no comando da Câmara dos Representantes (deputados federais) depois da vitória nas eleições legislativas de novembro, Obama pediu que os dois partidos trabalhem juntos.</P>
<P>"O que está em jogo não é quem vence as próximas eleições", disse. "Está em jogo se novos empregos e indústrias irão se estabelecer neste país ou em outro lugar."</P>
<P>O presidente disse que a competição gerada pela ascensão de países como a China e a Índia e a exportação de empregos para outros países "mudaram as regras", e que é necessário investir em inovação, infra-estrutura, educação, pesquisa biomédica, tecnologia da informação e energias limpas.</P>
<P>"Este é o momento Sputnik da nossa geração", disse o presidente, ao referir-se ao satélite que os russos colocaram em órbita em 1957, antes dos Estados Unidos.</P>
<P>"Dois anos atrás, eu disse que nós precisávamos atingir um nível de pesquisa e desenvolvimento não visto desde o auge da Corrida Espacial", afirmou.</P>
<P>Déficit</P>
<P>O presidente disse que houve avanços após a recessão, e a economia voltou a crescer, mas ainda há muito a fazer. Obama disse também que, para sustentar o "sonho americano", cada geração teve de se sacrificar, lutar e atender às demandas de uma nova era.</P>
<P>"Agora é a nossa vez", afirmou. "Nós temos de fazer da América o melhor lugar do mundo para se fazer negócios."</P>
<P>"Nós temos que assumir a responsabilidade pelo nosso déficit e reformar o nosso governo", disse Obama.</P>
<P>O presidente afirmou que o país convive com o legado de um déficit que começou há quase uma década e que, durante a recessão, foi necessário adotar medidas para sustentar o crédito e salvar empregos.</P>
<P>"Mas agora que o pior da recessão já passou, temos de confrontar o fato de que nosso governo gasta mais do que arrecada. Isso não é sustentável", disse.</P>
<P>Segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) o déficit fiscal americano deverá ultrapassar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Obama propôs congelar os gastos domésticos pelos próximos cinco anos, o que reduziria o déficit em mais de US$ 400 bilhões na próxima década. No entanto, afirmou que investimentos em inovação e educação devem ser preservados.</P>
<P>Segundo Obama, manter a liderança em pesquisa e tecnologia é crucial para o sucesso dos Estados Unidos e, para isso, é necessário investir em educação e em infra-estrutura.</P>
<P>Em sua resposta ao discurso de Obama, os republicanos criticaram os planos do presidente. "Alguns anos atrás, reduzir gastos era importante", disse o republicano Paul Ryan, que proferiu a resposta de seu partido, logo após o discurso. "Agora, é imperativo."</P>
<P>Obama estabelece meta de predomínio de energia limpa em 2035</P>
<P>Barack Obama estabeleceu durante seu discurso do Estado da União uma meta para que a maioria das usinas do país produzam energia limpa até 2035, incluindo fontes como carvão limpo, e gás natural.</P>
<P>Obama também pediu investimentos em tecnologias limpas e fez um apelo para que o Congresso elimine bilhões de dólares em subsídios para empresas de petróleo.</P>
<P>"Não sei se vocês notaram, mas eles estão se saindo bastante bem sozinhos", disse Obama sobre os lucros aferidos pelas petrolíferas. "Então em vez de subsidiar a energia de ontem, vamos investir na de amanhã."</P>
<P>Tal medida, defendida por Obama repetidas vezes desde sua posse em 2009, atingiria as operações de gigantes norte-americanas do petróleo, como Exxon Mobil e ConocoPhillips. No orçamento do ano passado, Obama pediu o fim de quase 40 bilhões de dólares em subsídios para empresas de petróleo, gás e carvão, mas a proposta fracassou.</P>
<P>Mas ao mesmo tempo que mirou nas petrolíferas, Obama buscou uma posição mais centrista numa outra questão que divide Washington --a energia nuclear e combustíveis fósseis como gás natural e carvão limpo. O presidente dos EUA disse que eles são necessários para atingir a meta de 80 por cento de energia limpa em menos de 25 anos.</P>
<P>"Algumas pessoas querem energia eólica e solar. Outras querem nuclear, carvão limpo e gás natural", disse. "Para cumprir esta meta, vamos precisar de todos, e faço um apelo aos democratas e aos republicanos para que trabalhem juntos e façam isso acontecer."</P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP Online, com Reuters, 26/1)</FONT></P>
<P>O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez nesta terça-feira (25/1), em seu discurso do Estado da União, um apelo por inovação e união para que o país consiga gerar empregos e enfrentar os desafios futuros de uma economia global em transformação.</P>
<P>Diante da nova divisão de poder no Congresso, com os republicanos agora no comando da Câmara dos Representantes (deputados federais) depois da vitória nas eleições legislativas de novembro, Obama pediu que os dois partidos trabalhem juntos.</P>
<P>"O que está em jogo não é quem vence as próximas eleições", disse. "Está em jogo se novos empregos e indústrias irão se estabelecer neste país ou em outro lugar."</P>
<P>O presidente disse que a competição gerada pela ascensão de países como a China e a Índia e a exportação de empregos para outros países "mudaram as regras", e que é necessário investir em inovação, infra-estrutura, educação, pesquisa biomédica, tecnologia da informação e energias limpas.</P>
<P>"Este é o momento Sputnik da nossa geração", disse o presidente, ao referir-se ao satélite que os russos colocaram em órbita em 1957, antes dos Estados Unidos.</P>
<P>"Dois anos atrás, eu disse que nós precisávamos atingir um nível de pesquisa e desenvolvimento não visto desde o auge da Corrida Espacial", afirmou.</P>
<P>Déficit</P>
<P>O presidente disse que houve avanços após a recessão, e a economia voltou a crescer, mas ainda há muito a fazer. Obama disse também que, para sustentar o "sonho americano", cada geração teve de se sacrificar, lutar e atender às demandas de uma nova era.</P>
<P>"Agora é a nossa vez", afirmou. "Nós temos de fazer da América o melhor lugar do mundo para se fazer negócios."</P>
<P>"Nós temos que assumir a responsabilidade pelo nosso déficit e reformar o nosso governo", disse Obama.</P>
<P>O presidente afirmou que o país convive com o legado de um déficit que começou há quase uma década e que, durante a recessão, foi necessário adotar medidas para sustentar o crédito e salvar empregos.</P>
<P>"Mas agora que o pior da recessão já passou, temos de confrontar o fato de que nosso governo gasta mais do que arrecada. Isso não é sustentável", disse.</P>
<P>Segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) o déficit fiscal americano deverá ultrapassar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. Obama propôs congelar os gastos domésticos pelos próximos cinco anos, o que reduziria o déficit em mais de US$ 400 bilhões na próxima década. No entanto, afirmou que investimentos em inovação e educação devem ser preservados.</P>
<P>Segundo Obama, manter a liderança em pesquisa e tecnologia é crucial para o sucesso dos Estados Unidos e, para isso, é necessário investir em educação e em infra-estrutura.</P>
<P>Em sua resposta ao discurso de Obama, os republicanos criticaram os planos do presidente. "Alguns anos atrás, reduzir gastos era importante", disse o republicano Paul Ryan, que proferiu a resposta de seu partido, logo após o discurso. "Agora, é imperativo."</P>
<P>Obama estabelece meta de predomínio de energia limpa em 2035</P>
<P>Barack Obama estabeleceu durante seu discurso do Estado da União uma meta para que a maioria das usinas do país produzam energia limpa até 2035, incluindo fontes como carvão limpo, e gás natural.</P>
<P>Obama também pediu investimentos em tecnologias limpas e fez um apelo para que o Congresso elimine bilhões de dólares em subsídios para empresas de petróleo.</P>
<P>"Não sei se vocês notaram, mas eles estão se saindo bastante bem sozinhos", disse Obama sobre os lucros aferidos pelas petrolíferas. "Então em vez de subsidiar a energia de ontem, vamos investir na de amanhã."</P>
<P>Tal medida, defendida por Obama repetidas vezes desde sua posse em 2009, atingiria as operações de gigantes norte-americanas do petróleo, como Exxon Mobil e ConocoPhillips. No orçamento do ano passado, Obama pediu o fim de quase 40 bilhões de dólares em subsídios para empresas de petróleo, gás e carvão, mas a proposta fracassou.</P>
<P>Mas ao mesmo tempo que mirou nas petrolíferas, Obama buscou uma posição mais centrista numa outra questão que divide Washington --a energia nuclear e combustíveis fósseis como gás natural e carvão limpo. O presidente dos EUA disse que eles são necessários para atingir a meta de 80 por cento de energia limpa em menos de 25 anos.</P>
<P>"Algumas pessoas querem energia eólica e solar. Outras querem nuclear, carvão limpo e gás natural", disse. "Para cumprir esta meta, vamos precisar de todos, e faço um apelo aos democratas e aos republicanos para que trabalhem juntos e façam isso acontecer."</P>
<P><FONT size=1>(O Estado de SP Online, com Reuters, 26/1)</FONT></P>