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Desafios para a próxima década

26/11/2010 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=74900
Desigualdades regionais poderão ser diminuídas, se o Brasil enfrentar os desafios impostos pela economia do conhecimento, a partir da educação<BR><BR>
<P>Além de continuar aprimorando o sistema nacional de ciência e tecnologia (C&amp;T) e manter os investimentos na área, o país precisa enfrentar os desafios impostos pela sociedade do conhecimento, se quiser diminuir as desigualdades regionais. Foi o que defendeu o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio ambiente do Estado de Pernambuco, Anderson Stevens Leônidas Gomes, na conferência de abertura da Reunião Regional da SBPC em Pernambuco, realizada nesta quarta-feira (24/11) em Recife.</P>
<P>Segundo Gomes, quando se avalia os programas e os investimentos em C&amp;T nota-se que os esforços ainda não produziram o efeito desejado. O Norte e o Nordeste continuam tendo menos pesquisadores e produzindo menos conhecimento. Trata-se de um reflexo da desigualdade econômica e social dessas regiões. "Nas regiões onde os índices de Gini e IDH são insatisfatórios, os indicadores de C&amp;T também fiquem aquém do desejado", afirmou.</P>
<P>Mas nem a retomada do crescimento do PIB, o aumento do número de empregos formais e a liderança do Norte e Nordeste no crescimento do consumo serão suficientes para diminuir essa desigualdade. Na sua avaliação, é necessário que a sociedade brasileira se comprometa a superar cinco desafios, e o primeiro deles é melhorar a qualidade do ensino básico.</P>
<P>Formar mais recursos humanos, ter programas de pesquisa e extensão que ajudem a resolver os problemas do país e a explorar nossos potenciais (sem deixar de lado a pesquisa de fronteira) serão tão necessários quanto apoiar a inovação nas empresas e manter a autonomia das universidades. "De modo que seus pesquisadores tenham livre pensar e espírito crítico para produzir pesquisa básica e gerar novo conhecimento", ressaltou.</P>
<P>Para Gomes, se o Brasil não enfrentar esses desafios não conseguirá diminuir suas desigualdades regionais e nem tampouco as internacionais. Continuará na rabeira das estatísticas, que colocam o país, em termos de ciência, tecnologia e inovação, muito aquém dos países da OCDE.</P>
<P>Ele acredita que o Brasil tem condições de mudar esse quadro até o ano de 2020, quando se comemorará 200 anos da independência do país. "Temos uma década para isso. Basta seguir o exemplo da Coreia do Sul: decisão política, investimentos em CT&amp;I e uma base da população educada", resumiu.</P>
<P>Reunião</P>
<P>Promovida pela SBPC, a Reunião Regional em Pernambuco acontece até esta sexta-feira, 26 de novembro, nas cidades do Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e outras instituições parceiras.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Até lá, serão realizadas dezenas de conferências e mesas-redondas. As atividades são abertas ao público e gratuitas. Veja a programação em: <A href="http://www.sbpcnet.org.br/pernambuco/home/">http://www.sbpcnet.org.br/pernambuco/home/</A></P>
<P><FONT size=1>(Assessoria de Imprensa da SBPC)</FONT></P>
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