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USP usará R$ 50 mi para financiamento da própria pesquisa
21/10/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=74192
Hoje, os cientistas recebem dinheiro de fora, como o da Fapesp, que em 2009 destinou R$ 310 mi à universidade<BR><BR>
<P>Hoje dependente de agências externas de fomento, a Universidade de São Paulo lança na semana que vem um programa próprio para financiar suas pesquisas. A intenção é aumentar o impacto de seus trabalhos científicos.</P>
<P>A USP ajudará financeiramente até 31 dos seus grupos ou centros de pesquisa, segundo o edital já aprovado, ao qual a Folha teve acesso.</P>
<P>Os pesquisadores receberão cerca de R$ 50 milhões no total -a Fapesp, uma das principais financiadoras dos pesquisadores da instituição, destinou R$ 310 milhões à universidade ano passado.</P>
<P>A USP pretende incentivar duas frentes: grupos que trabalham com temas pouco apoiados pelas agências de fomento; grupos de diferentes áreas, já consolidados, que decidam pesquisar um mesmo tema.</P>
<P>"Mesmo que quase 90% do nosso orçamento seja gasto em folha de pagamento, a USP precisa ter uma margem de recursos para incentivar pesquisas que ela mesma entenda como relevantes. Isso não vem acontecendo", disse o reitor João Grandino Rodas.</P>
<P>Em relação a investigações que podem ser integradas, o pró-reitor de pesquisa, Marco Antonio Zago, citou como exemplo o câncer.</P>
<P>"A USP tem grupos de excelente nível pesquisando o tema, nas ciências básicas, na bioquímica, na genética, na clínica. Mas os trabalhos não são coordenados. Queremos um programa para câncer, outro para bioenergia."</P>
<P>Sobre temas ainda pouco apoiados e que precisam de mais pesquisas, Zago citou como exemplo novas práticas educacionais, que usam tecnologia ou internet.</P>
<P>A princípio, o programa de financiamento terá uma edição, que vai se estender de 2011 a 2013, mas poderão haver novas chamadas. O edital será lançado no dia 26.</P>
<P>Com o projeto de fomento, a universidade quer iniciar uma reorganização de sua produção científica. Um texto da universidade que apresenta o programa afirma:</P>
<P>"A USP é a mais produtiva universidade do país, mas continua distante dos primeiros postos consoante aos padrões internacionais. O crescimento de seu corpo de pesquisadores, a extrema fragmentação de seus grupos de pesquisa, a ênfase no volume de publicações e as ligações frágeis com o setor produtivo não contribuem para aumentar o impacto de sua produção científica".</P>
<P>No último ranking Times Higher Education, por exemplo, a USP ficou fora da lista das 200 melhores universidades do mundo.</P>
<P>Para o ex-reitor da USP Roberto Lobo, o programa está bem montado. O principal cuidado, diz o presidente do Instituto Lobo, deve ser a escolha dos beneficiados. "O risco de promover financiamento próprio é transformá-lo em ação entre amigos."</P>
<P>Segundo o edital, na seleção haverá parecer de assessoria externa e julgamento de um comitê "ad hoc".</P>
<P>Na opinião de Oscar Hipólito, ex-diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos e pesquisador do Instituto Lobo, o projeto é bem feito, mas o montante destinado aos grupos "é muito pequeno".</P>
<P><FONT size=1>(Fabio Takasashi)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 20/10</FONT>)</P>
<P>Hoje dependente de agências externas de fomento, a Universidade de São Paulo lança na semana que vem um programa próprio para financiar suas pesquisas. A intenção é aumentar o impacto de seus trabalhos científicos.</P>
<P>A USP ajudará financeiramente até 31 dos seus grupos ou centros de pesquisa, segundo o edital já aprovado, ao qual a Folha teve acesso.</P>
<P>Os pesquisadores receberão cerca de R$ 50 milhões no total -a Fapesp, uma das principais financiadoras dos pesquisadores da instituição, destinou R$ 310 milhões à universidade ano passado.</P>
<P>A USP pretende incentivar duas frentes: grupos que trabalham com temas pouco apoiados pelas agências de fomento; grupos de diferentes áreas, já consolidados, que decidam pesquisar um mesmo tema.</P>
<P>"Mesmo que quase 90% do nosso orçamento seja gasto em folha de pagamento, a USP precisa ter uma margem de recursos para incentivar pesquisas que ela mesma entenda como relevantes. Isso não vem acontecendo", disse o reitor João Grandino Rodas.</P>
<P>Em relação a investigações que podem ser integradas, o pró-reitor de pesquisa, Marco Antonio Zago, citou como exemplo o câncer.</P>
<P>"A USP tem grupos de excelente nível pesquisando o tema, nas ciências básicas, na bioquímica, na genética, na clínica. Mas os trabalhos não são coordenados. Queremos um programa para câncer, outro para bioenergia."</P>
<P>Sobre temas ainda pouco apoiados e que precisam de mais pesquisas, Zago citou como exemplo novas práticas educacionais, que usam tecnologia ou internet.</P>
<P>A princípio, o programa de financiamento terá uma edição, que vai se estender de 2011 a 2013, mas poderão haver novas chamadas. O edital será lançado no dia 26.</P>
<P>Com o projeto de fomento, a universidade quer iniciar uma reorganização de sua produção científica. Um texto da universidade que apresenta o programa afirma:</P>
<P>"A USP é a mais produtiva universidade do país, mas continua distante dos primeiros postos consoante aos padrões internacionais. O crescimento de seu corpo de pesquisadores, a extrema fragmentação de seus grupos de pesquisa, a ênfase no volume de publicações e as ligações frágeis com o setor produtivo não contribuem para aumentar o impacto de sua produção científica".</P>
<P>No último ranking Times Higher Education, por exemplo, a USP ficou fora da lista das 200 melhores universidades do mundo.</P>
<P>Para o ex-reitor da USP Roberto Lobo, o programa está bem montado. O principal cuidado, diz o presidente do Instituto Lobo, deve ser a escolha dos beneficiados. "O risco de promover financiamento próprio é transformá-lo em ação entre amigos."</P>
<P>Segundo o edital, na seleção haverá parecer de assessoria externa e julgamento de um comitê "ad hoc".</P>
<P>Na opinião de Oscar Hipólito, ex-diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos e pesquisador do Instituto Lobo, o projeto é bem feito, mas o montante destinado aos grupos "é muito pequeno".</P>
<P><FONT size=1>(Fabio Takasashi)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 20/10</FONT>)</P>